10 de abril de 2021

Plantas medicinais são usadas em piscicultura

Para prevenir o aparecimento de doenças na criação de peixes, sem o uso de produtos químicos, pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) da Amazônia Ocidental avaliam o cultivo e utilização de plantas medicinais na piscicultura

Para prevenir o aparecimento de doenças na criação de peixes, sem o uso de produtos químicos, pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) da Amazônia Ocidental avaliam o cultivo e utilização de plantas medicinais na piscicultura.
As pesquisas, realizadas no Laboratório de Plantas Medicinais e Fitoquímica da Embrapa da Amazônia Ocidental e desenvolvidas em parceria com a Embrapa dos estados de Amapá e São Paulo, com o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e Ufam (Universidade Federal do Amazonas), analisam o uso do cipó-alho (Adenocalymna alliaceum) e de óleos extraídos de plantas medicinais e/ou aromáticas para prevenção de parasitas nas brânquias do tambaqui.
Segundo a pesquisadora Cheila Boijink, os microorganismos atacam os peixes sempre que estes encontram-se debilitados por terem sido manuseados incorretamente, por mudanças drásticas na temperatura da água ou por má alimentação. “Nesses casos, as doenças se manifestam. O controle envolve o uso de produtos químicos, muitas vezes com alto potencial tóxico”, explicou.
A proposta de uso de plantas com conhecidas características medicinais é uma alternativa para amenizar os problemas apresentados, proporcionando a melhor qualidade do pescado.
Para o pesquisador, Luis Antonio Inoue, o uso de plantas medicinais causa menor risco ambiental, significando menor custo para o produtor. “Acreditamos que os mercados mais exigentes de peixes de cultivo vão solicitar, cada vez mais, alimentos que não tiveram nenhum contato com produtos químicos”, salientou.

Boas práticas

Os pesquisadores ressaltam que para a produção de peixes em bases sustentáveis, faz-se necessário seguir as “Boas Práticas de Manejo” já que todos os métodos que asseguram uma melhor qualidade ambiental, também melhoram o desempenho da criação, gerando mais lucros.
Exemplos de boas práticas são: a redução da densidade de estocagem, a utilização de rações de melhor qualidade e o cuidado para prevenir a erosão do solo das áreas adjacentes aos sistemas de produção, manutenção da qualidade da água, boa alimentação, ausência de estímulos estressantes e manuseio de animais somente em condições extremamente favoráveis e necessárias, realizados por trabalhadores experientes e bem treinados.
O uso de plantas medicinais na piscicultura é bastante antigo, principalmente nos países asiáticos. Na China existe uma indústria já consolidada, que produz, beneficia e comercializa produtos a base de plantas medicinais para peixes, que atuam no controle e prevenção de doenças de importância econômica, como as infestações por Lernae sp, Argulus spp, Trichodina spp e até a septicemia hemorrágica em carpas. O alho (Allium cepa) vem sendo indicado na piscicultura em diversos países para diferentes espécies de peixes.

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