Assim que os agrônomos e biólogos se deram conta de que os LEDs fornecem uma “suplementação luminosa” para as plantas, outra luz se acendeu na cabeça dos cientistas: E se a capacidade de produzir luzes de cores muito específicas pudesse ser usada para controlar as plantas de modo bem mais específico?

Foi justamente o que conseguiram agora Rocio Fernandez e uma equipe das universidades East Anglia (Reino Unido) e Dusseldorf (Alemanha).

Eles descobriram como controlar processos biológicos nas plantas -incluindo seu ritmo de crescimento – ativando e desativando diferentes genes usando apenas luz colorida.

A equipe espera que suas descobertas possam levar a novas técnicas para ajudar as plantas a crescer, florescer e se adaptar ao ambiente, permitindo, por exemplo, aumentos no rendimento das culturas.

Técnicas que usam a luz para controlar processos biológicos, conhecidas como optogenéticas, já estão em uso avançado inclusive nos seres humanos.

Mas usar a optogenética em plantas vinha se mostrando problemático porque as plantas já interagem fortemente com a luz durante seu crescimento e pela fotossíntese, quando sintetizam os nutrientes que necessitam para se manter e reproduzir. Assim, os genes sensíveis à luz já costumam estar constantemente ativos.

“Mas nós desenvolvemos um sistema especial que supera esse problema e nos permite controlar diferentes processos celulares em plantas usando luz. Agora podemos usar uma luz vermelha para causar a expressão de um gene em um momento preciso, enquanto uma luz branca ambiente pode ser usada como um ‘interruptor de desligamento’ para reverter o processo. Isso pode ser repetido inúmeras vezes,” conta o professor Ben Miller, coordenador da pesquisa.

Cérebros artificiais de silício?

O termo “neuromórfico” refere-se a imitar o comportamento das células neurais do cérebro.

Quando se fala em computadores neuromórficos, a ideia é fazer com que os computadores processem as informações de modo mais parecido com o cérebro, operando em alta velocidade e com baixo consumo de energia.

Estão sendo pesquisadas várias abordagens. No campo da eletrônica orgânica, que trabalha com polímeros, a maioria dos experimentos feitos até agora usa a dupla PEDOT:PSS, um condutor misto que transporta elétrons e íons.

Contudo, os pesquisadores ainda não haviam conseguido encontrar um método eficaz para controlar a velocidade de resposta desses memoristores orgânicos.

Shunsuke Yamamoto (Universidade Tohoku) e George Malliaras (Universidade de Cambridge) superaram agora esse obstáculo.

Para isso, eles adicionaram ao PEDOT:PSS outro condutor orgânico, o PSS-Na, que transporta apenas íons, que são o meio de comunicação das nossas sinapses.

A receita não poderia ter dado mais certo: A adição de um polímero condutor de íons melhorou muito o tempo de resposta do dispositivo neuromórfico, tornando-o muito mais rápido -a velocidade de chaveamento foi cinco vezes maior do que no dispositivo padrão usando apenas o PEDOT:PSS.

A dupla constatou que, ao misturar os dois polímeros, a difusividade de íons na camada ativa do dispositivo aumentou significativamente.

“Nosso estudo abre caminho para uma compreensão mais profunda por trás da ciência da condução de polímeros,” disse Yamamoto. “Olhando para o futuro, pode ser possível criar redes neurais artificiais compostas por múltiplos dispositivos neuromórficos”.

Pesquisadores brasileiros testam ‘cura do HIV’

No mundo todo, são mais de 37 milhões de pessoas convivendo com o vírus da imunodeficiência humana, conhecido pela sigla HIV, segundo a Unaids. Com milhões de indivíduos afetados diretamente ou indiretamente pela infecção, desde os anos 80, uma boa notícia do Brasil pode trazer esperança para essa realidade: pesquisadores Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) podem ter desenvolvido um tratamento eficiente para os portadores se curarem da infecção.

Coordenada pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz, diretor do Laboratório de Retrovirologia do Departamento de Medicina da Escola Paulista de Medicina (EPM/ Unifesp), a pesquisa envolveu, na sua primeira etapa em 2013, a participação de 30 voluntários que possuíam carga viral indetectável e, por isso, não podiam temporariamente transmitir a doença. Além disso, esses voluntários eram tratados com o coquetel, que é o tratamento mais eficiente conhecido, até então, que mescla três tipos de antirretrovirais.

Agora, segundo informações preliminares, a equipe conseguiu eliminar a presença do HIV do organismo de um homem que vivia com esse vírus há sete anos, a partir de um tratamento experimental e que não envolve transplante de medula para a cura. Até agora, esse paciente está há 17 meses sem sinal do micro-organismo.

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