Plano para dívida coloca país em default seletivo, aponta agência de risco

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s afirmou que a proposta para reduzir os termos do pagamento da dívida soberana da Grécia equivalerá a um default sob os critérios da empresa. O comentário dificulta os esforços dos credores internacionais da Grécia para elaborar um segundo pacote de resgate para evitar que o país quebre.
O comunicado é a primeira reação de uma agência de rating desde que os detalhes de um plano apresentado inicialmente por bancos da França emergiram na semana passada. Os bancos franceses são os maiores detentores internacionais de dívida grega. No comunicado a S&P não alterou o rating da Grécia, que permanece em CCC depois do rebaixamento de 13 de junho.
O BCE (Banco Central Europeu) mantém posição de que não aceitará bônus classificados em default como colateral. Por isso, evitar um rating em default é crucial para garantir que os bancos que possuem bônus gregos não sejam eliminados das operações de liquidez do BCE durante os poucos dias em que os bônus gregos ficarem classificados em “default seletivo” – um termo usado pela S&P quando apenas alguns bônus de um país entram em default.

Novos bônus

A proposta dos bancos franceses que ganhou apoio na Europa possui duas opções para rolagem da dívida da Grécia vencida. Uma é um plano segundo o qual os detentores de bônus reinvestiriam metade de seus bônus gregos em novos bônus gregos de 30 anos, reteriam 30% e investiriam os 20% restantes em um veículo que compra bônus com cupom (juro nominal) zero e classificados como AAA. Esses bônus são destinados a garantir o principal da nova dívida da Grécia.
A S&P afirmou que vê certos tipos de troca de dívida e reestruturações similares como equivalente a default no pagamento. Entre os critérios da agência sobre default, dois correspondem a transações ocorrendo sob circunstâncias “problemáticas” e a uma troca que deixe os investidores com menos valor do que com os títulos originais. “É nossa opinião que cada uma das duas opções descritas na proposta dos bancos franceses provavelmente equivalerão a um default sob os nossos critérios”, concluiu a S&P.

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