PIX é bem-vindo entre os clientes bancários

Executar pagamento, fazer e receber  transferências a qualquer hora do dia em qualquer dia da semana, vai ser a nova realidade de vários brasileiros a partir desta segunda-feira (16). O PIX, novo formato de pagamento, promete mais segurança, praticidade e, principalmente, custos menores de operações para as empresas e gratuidade para a pessoa física. 

Em cerimônia de lançamento do PIX pela internet, o presidente do BC (Banco Central) Roberto Campos Neto destacou que o meio de pagamento vai ser ainda mais seguro que os outros. “O dinheiro passa a ser rastreado o que o torna mais seguro. Você diminue várias práticas,, crime, lavagem de dinheiro o que o torna eficiente e seguro”.

A nova aposta  tem animado muita gente e levado os supermercados varejistas aderirem ao sistema de pagamento. O Grupo Nova Era, por exemplo, considera que é mais uma ferramenta que  o Grupo passa a disponibilizar aos clientes e parceiros. Uma tecnologia que está surgindo com uma promessa de garantir transações com mais rapidez, redução de custo e segurança.

“O Grupo Nova Era acompanha as mudanças tecnológicas no mercado. O mesmo acontece com o PIX. Estamos nos adequando a esta evolução que está sendo disponibilizada no mercado, sabendo que o sistema de pagamento PIX ainda vai evoluir muito. Conforme essas melhorias forem sendo feitas, o Grupo Nova Era está preparado para absorver e repassar aos clientes e parceiros”, diz Sérgio Lombardi, gerente de operações do Superatacado.

No entendimento do grupo o pagamento instantâneo deve trazer para muitos benefícios. Entre eles, a autonomia nos serviços, pois os pagamentos não ficarão mais presos ao horário bancário.

Apesar de ainda existir uma certa resistência das pessoas no processo de transformação digital Lombardi reitera que o novo às vezes assusta e gera um pouco de preocupação, ainda mais quando se fala em movimentação de valores. “As últimas tecnologias lançadas, como é o caso do cartão online do auxílio emergencial,  abriram as portas para as novas que estão por vir. O que se espera é aos poucos os clientes e parceiros sintam confiança e passem a usar cada vez essa ferramenta”. 

Conforme o presidente do BC, antes de colocar o novo sistema em funcionamento, o Banco  Central testou o recurso por duas semanas. A maioria das grandes empresas também tentou se preparar investido na atualização do sistema online e no treinamento de pessoal.

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos), avalia como eficiente o período de testes do sistema de pagamentos instantâneos, que até sexta-feira (13) teve 826 mil transações totalizando R$ 325 milhões. Neste período foram cadastradas 69,5 milhões de chaves Pix, sendo 66,6 milhões de pessoas físicas. Até o momento, o tipo de chave mais cadastrada é a do CPF, com 25,4 milhões, segundo dados do Banco Central.

O PIX une pelo celular quem está comprando e quem está vendendo. As transações podem ser feitas 24 horas, inclusive em domingos e feriados, enviado o pagamento o valor chega na outra conta em segundo o que faz a grande diferença. 

Todas essas adaptações que rondam o novo meio de pagamento deve mudar a forma de lidar com o dinheiro. Isso porque com a chegada do novo sistema abre-se  a porta de para um país sem o dinheiro em espécie e que  a tendência é que a cédula circule cada vez menos e que o telefone detenha toda essa movimentação.

“Uma porta para o pagamento sem dinheiro que já acontece na China. Lá, eles possuem um Whatsapp próprio, e basicamente não utilizam o dinheiro vivo. Tudo é feito pelo celular. Então, como eu mencionei, existe um controle enorme da vida do indivíduo. É cada vez mais difícil você ter como cidadão a privacidade dos seus dados”, analisa o especialista em finanças Nahan Said,

Instituições  prontas

O lançamento do PIX, foi liberado oficialmente na última segunda-feira (16) para todas as pessoas e empresas que tenham uma conta corrente, conta poupança ou uma conta de pagamento pré-paga em uma das 762 instituições participantes do sistema de pagamentos instantâneos. 

“Estivemos em constante processo de preparação juntamente com o Banco Central e os bancos estão bem preparados para dar vazão ao início das transações do Pix, bem como para corrigir eventuais problemas pontuais que possam ocorrer, o que é natural em qualquer grande processo de inovação tecnológica”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Isaac ressalta que os bancos brasileiros sempre estiveram na vanguarda da tecnologia bancária mundial, e faz investimentos maciços em TI, que só no ano passado totalizaram R$ 24,6 bilhões. Como exemplos, ele cita que o Brasil foi o primeiro país que introduziu chips em cartões de crédito, começou a fazer transferências via DOCs e TEDs antes de muitos países desenvolvidos, e foi pioneiro em adotar o internet e o mobile banking.

“O PIX se somará a outras importantes mudanças que o setor bancário já introduziu no dia a dia das pessoas ao longo dos anos, todas já incorporadas no cotidiano do cidadão”, diz. Ele ressalta que, para aderir ao PIX, os bancos brasileiros investiram recursos adicionais em infraestrutura, tecnologia e segurança para padronizar e organizar um sistema dentro um ambiente de comodidade e confiabilidade para o cliente. Entre as áreas mais impactadas, estão a de Tecnologia, com o desenvolvimento de sistemas e adequação dos sistemas legados, e também a de Experiência do Usuário, para direcionar as mudanças nos canais digitais.

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