Piscicultura tem investimento no Amazonas

O governo federal analisa três projetos do Amazonas com um investimento superior a R$ 6 milhões para fomentar o setor primário em municípios do interior do Estado, principalmente no manejo do pirarucu, uma atividade autossustentável que permite a preservação da espécie na região.

A iniciativa é da Ciama (Companhia de Desenvolvimento do Estado) que submeteu as propostas ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Em geral, os recursos são destinados a pescadores e agricultores familiares. O objetivo é também melhorar a logística para o escoamento da produção rural, um gargalo que ainda dificulta a expansão no segmento de agronegócios. 

Segundo a Ciama, a perspectiva é que os projetos sejam aprovados a qualquer momento pelo governo central. “Durante quatro anos, de 2010 a 2014, investimos na melhoria do manejo do pirarucu em Fonte Boa, Jutaí e Tonantins com os recursos do Bird (Banco Mundial”, diz o engenheiro Aluízio Barbosa, presidente da companhia.

Em anos anteriores, a Ciama já fez outras mobilizações para melhorar as condições de trabalho de pescadores e manejadores de pirarucu, uma espécie de grande potencial econômico no mercado consumidor, a exemplo do tambaqui e da matrinxã, ressalta o engenheiro. “E agora queremos estender esses benefícios à categoria por meio do Ministério da Agricultura”, acrescenta Aluízio Barbosa.

Hoje, Rondônia e Roraima exportam para o Amazonas pelo menos 80% (números não oficiais) de tambaqui e matrinxã criados em cativeiro para abastecer o mercado interno local. O presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, avalia que projetos como os apresentados pela Ciama contribuem para tornar o Estado autossuficiente na produção dessas duas espécies e também do pirarucu, muito apreciados pela culinária regional.

“É um segmento muito atrativo para potenciais investimentos, em especial pelo grande mercado consumidor em Manaus.  São projetos bem-vindos para fomentar as atividades e diminuir a dependência do Amazonas em relação a outros Estados  produtores de pescado, principalmente Rondônia e Roraima, de onde se origina a maior parte do tambaqui e da matrinxã consumidos na região”, afirma o dirigente.

Só um dos editais da Ciama em análise pelo Mapa prevê R$ 887 mil para o incremento da pesca manejada sustentável de pirarucu com a aquisição de kit pescador/manejador e canoas de alumínio com motor de popa 40HP, que serão utilizados nas atividades de captura da espécie nos municípios.

De acordo com o presidente da Ciama, a maior parte dos R$ 6 milhões (pouco mais de R$ 4 milhões) será destinada à compra de máquinas e equipamentos para compor patrulhas mecanizadas que recuperam ramais e estradas vicinais, um investimento para melhorar a  logística de escoamento da produção rural.

“Nesse caso, nosso objetivo é beneficiar aproximadamente 2 mil famílias por meio de edital em que os municípios vão poder concorrer às propostas”, explica Aluízio Barbosa. Um dos projetos apresentados ao Mapa também propõe o fomento aos setores agropecuários de Apuí, Humaitá, Manacapuru, Iranduba e Itacoatiara, que são cidades com grande potencial econômico no agronegócio.

“Temos a maior produção de café do Amazonas em Apuí, soja em Itacoatiara, malva e juta em Manacapuru, olarias em Iranduba”, afirma o economista Fernando Folhadela, coordenador do Espaço Prefeituras da Ciama. Segundo ele, o distrito agroindustrial de Manacapuru já é uma realidade, com plantios e rebanhos diversos. “E todos devem receber uma parte dos cerca de R$ 1,195 mil previstos só para esse projeto”, acrescenta.

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