Pirarucu do Amazonas ganha selo de reconhecimento

Muito apreciado pela culinária regional, o pirarucu pode agregar mais valor com a criação de um selo para a sua comercialização, principalmente da cadeia produtiva da Reserva de Mamirauá, próxima a Manaus.

O assunto foi tema recente de um amplo debate entre representantes da Sepror (Secretaria de Estado de Produção Rural), Sebrae-AM (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas) e SFA (Superintendência Federal de Agricultura).

A discussão girou em torno da ‘Cadeia Produtiva de Indicação Geográfica do Pirarucu da Reserva de Mamirauá’. A proposta é lançar o selo de reconhecimento que reuniria mais condições para incrementar as atividades. E, com ele, viriam mais geração de empregos e renda à população, uma forma de viabilizar novas oportunidades de trabalho no setor primário, em especial a ribeirinhos que trabalham no manejo do pirarucu em municípios do interior.

José Fonseca, chefe do núcleo do Sebrae de Tefé, avalia que o selo é importante para valorizar uma espécie hoje muito degustada pela população local e por turistas que visitam a região. “Devidamente reconhecido, este produto passa a ter uma visão especial no mercado, agregando mais valor à sua venda”, ressaltou.

Segundo o secretário adjunto de Pesca e Aquicultura da Sepror, Leocy Cutrim, a secretaria desenvolve projetos de fomento ao manejo do pirarucu dentro da Reserva de Mamirauá. Lá, devem ser construídos flutuantes de pré-abates da espécie. Essa proposta será levada para avaliação no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

“O projeto irá fomentar a pesca do pirarucu na região e também facilitará o abate do produto. Estamos também disponibilizando ajuda com cursos de capacitação técnica a produtores na região”, disse Cutrim.

De acordo com o secretário da Sepror, Petrúcio Magalhães, o Selo IG (Indicação Geográfica) ajuda a promover a biodiversidade do Amazonas, impulsionando os produtos regionais e ainda promovendo a melhoria de renda das comunidades rurais do Estado.

“O sistema Sepror participará do plano de trabalho integrado com outras secretarias do governo do Amazonas, como a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação e a Empresa Estadual de Turismo no Amazonas, para juntos apoiarmos projetos visando o desenvolvimento dessas regiões”, declarou.

Em visita ao Amazonas na semana passada, o secretário Nacional de Aquicultura e Pesca do Mapa, Jorge Feif, disse que o presidente Jair Bolsonaro aposta no potencial hidrográfico do Estado. Ele veio a Manaus junto com a sua comitiva para avaliar projetos de desenvolvimento autossustentável.

Segundo o secretário, o governo federal quer aproveitar o potencial pesqueiro na região de Balbina para a produção de alimentos com preços mais baratos no Amazonas. “O objetivo é abrir as atividades a investimentos da iniciativa privada que poderá também focar seus projetos na pesca de corte, esportiva, artesanal e ainda em ações turísticas”, afirmou na ocasião.

A proposta é produzir peixes em redes de lâminas d’água em Balbina, uma atividade que se revela como grande potencial de crescimento econômico no Estado. O rio Uatumâ, que corta a hidrelétrica, é um manancial de peixes de várias espécies de muito valor comercial.

“O presidente Jair Bolsonaro aposta no potencial hidrográfico do Amazonas. Por isso, estou anunciando esse novo pacote de ações econômicas de desenvolvimento no Amazonas”, disse Feif.

Outra proposta é abrir o Terminal Pesqueiro de Manaus para investimentos da iniciativa privada. Há pelo menos 16 anos, a unidade ainda não cumpriu o papel para o  que veio – organizar a atividade pesqueira, melhorar as condições de armazenamento, conservação, e preços mais competitivos, tanto para pescadores como para o consumidor final.

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