PIM vai protocolar ação contra a Infraero

O Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Eletroeletrônicos e Similares de Manaus) vai protocolar ação judicial contra a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) nesta semana para pedir ressarcimento sobre os prejuízos de pelo menos R$ 1.2 bilhão provocados pelo atraso na liberação das cargas do PIM (Polo Industrial de Manaus) no Teca (Terminal de Logística de Carga) do Aeroporto Eduardo Gomes.
“A situação nos terminais de carga melhorou, pois a quantidade de vôos diminuiu. Queremos agora saber quais serão os investimentos da Infraero para o segundo semestre, quando a demanda atingir o pico de novo”, questionou o presidente do Sinaees, Wilson Périco. Há uma expectativa, segundo as lideranças industriais, de que em setembro acontecerá uma nova alta de vôos para atender a demanda do Natal.
O superintendente da Infraero, Rubem Ferreira Lima, afirmou que, por enquanto, não foi notificado formalmente sobre a ação, mas garantiu que a estatal não pretende se abster de nenhuma responsabilidade.
Lima acrescentou que em 3 de maio, a Infraero recebeu uma correspondência da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas) e Sinaees, com projeção de vôos e cargas para este ano e destacou que os números já foram ultrapassadas. Em maio, segundo ele, o previsto eram 5 mil toneladas, mas foram processadas 9,2 mil. Para junho, a previsão é de 4,6 mil, mas já foram processadas quase 2.000 toneladas. Quanto à demanda para setembro, a previsão das lideranças industriais é de 6.000 toneladas.
“Houve um aumento sem previsão de 202% durante o quadrimestre. Não tínhamos como prever, já que o maior aumento na história do aeroporto havia sido de 39%, no quadrimestre de 2005”, desabafou.
Segundo o superintendente da Infraero, a situação no Teça foi normalizada desde o dia 28 de maio, com um total de 555 funcionários trabalhando entre efetivos e terceirizados. A estatal promete entregar, em 2011, a ampliação em 20% da capacidade dos terminais 1 e 2 que já está em curso desde o início do ano e será finalizada ano que vem.
“A Infraero culpou os empresários e as instituições industriais pelos entraves, alegando de que haviam sido mal informados sobre a demanda da indústria. Sempre buscamos ajudá-los para evitar aborrecimentos, mas a estatal é uma empresa pública importante que tem meios de pesquisa e inteligência pra avaliar a demanda em seus aeroportos”, concluiu Wilson Périco.

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