PIM vai produzir turbinas para hidrelétricas

Com a meta de atender as hidrelétricas que estão sendo construídas na região amazônica, a Voith Hydro da Amazônia teve seu projeto de turbinas para geração de energia elétrica, aprovado ontem pelos CAS (Conselho de Administração da Suframa). A iniciativa demanda aportes fixos de US$ 23.7 milhões –o maior investimento da pauta– e a geração de 148 postos de trabalho diretos quando a linha de produção estiver em funcionamento.
Trata-se de um projeto de diversificação da Voith Hydro da Amazônia, fabricante de hidrogeradores e turbinas hidráulicas, que vai passar a fabricar esse produto a partir de março de 2010. A superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Flávia Grosso, disse ser um projeto de suma importância porque vai atender não apenas as hidrelétricas da região, mas de outros países amazônicos. “É um projeto inédito na região”, garantiu.
Outro projeto de adensamento da cadeia produtiva do PIM (Polo Industrial de Manaus), considerado por Flávia como de suma importância foi o da Anga Brasil para produção de motocicletas da marca Triumph, de tecnologia britânica. O investimento fixo é de US$ 474 mil e a estimativa de geração de empregos diretos é de 48 vagas. São motocicletas acima 450 cilindradas.

Diversificar atividade

A pauta que aprovou 25 projetos com 556 novos empregos e investimentos globais de US$ 462.4 milhões, foi marcada pela diversificação de projetos, com destaque para o interior do Estado. O projeto da Anavilhanas Indústria e Comércio de Cosméticos, que vai beneficiar matéria-prima local para a produção de água de colônia, extratos vegetais, óleo essencial, preparações para banho, cabelo e pele, tem investimentos fixos de US$ 402 mil. “Trata-se de um investimento que vai beneficiar o interior do Estado por se instalar em Novo Airão (a 115 km de Manaus)”, informou Flávia Grosso.
O consultor que acompanhou o projeto da Anavilhanas, Jersey Quintela de Alencar, disse que a empresa vai fazer um trabalho de cunho social, porque vai atuar junto às cooperativas, haja vista que irá trabalhar com insumos extrativos agrícolas da região. “Seus cooperados vão fornecer matéria-prima para a empresa”, disse, informando que a empresa vai iniciar a produção em junho de 2010.
Outro projeto em destaque foi o da Biomaza Bicombustíveis da Amazônia para a implantação da primeira indústria de biodiesel do Estado a partir da soja, com investimentos fixos de US$ 8.6 milhões.
A conselheira Priscila Almeida informou que, inicialmente, a Biomaza vai produzir biodiesel com óleo de palma, adquirido no mercado nacional, a exemplo do Estado da Bahia, mas que a empresa tem interesse em desenvolver óleo de dendê em Tefé (a 525 km da capital). A firma projeta iniciar produção no segundo semestre de 2010. “Estamos solicitando uma área para construir um galpão no Distrito Industrial”, informou.

Polo ainda atrai interesse de empresas, dizem autoridades

O montante de investimentos da reunião de ontem foi superior ao aprovado no último encontro do conselho, ocorrido em setembro –que teve aportes globais de US$ 98.2 milhões e fixos de US$ 24.4 milhões– e sinalizaria a recuperação do polo, como foi destacado pelo secretário-executivo do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Ivan Ramalho, e pela superintendente da Suframa, Flávia Skrobot Barbosa Grosso. Ramalho disse que mesmo no primeiro semestre, no auge da crise internacional, o CAS manteve uma boa média de aprovação de investimentos, o que comprova que a ZFM (Zona Franca de Manaus) continua atraindo o interesse de empresários brasileiros e de outros países. O secretário destacou que o país está definitivamente superando a crise e que entrará no ano de 2010 em crescimento econômico.
Na avaliação da superintendente da Suframa, em cada reunião se observa recuperação no número de investimentos e no nível de empregos. Flávia lembrou que entre uma reunião e outra tem menos de 60 dias para as empresas apresentarem seus respectivos projetos. “Nesta, foram menos de 30 dias para preparar todos os projetos”, disse, ressaltando ser a ZFM uma fênix que sai fortalecida a cada desafio, trazendo mais desenvolvimento para a região.
Para Ivan Ramalho, o PIM continua sendo uma referência para o Brasil na produção de bens de maior valor agregado. A prova, disse ele, é a pauta aprovada com uma gama de projetos diversificados. Ivan Ramalho destacou que, mesmo diante de um quadro de crise econômica global, em todas as reuniões do CAS foi aprovada uma quantidade significativa de projetos com investimentos expressivos e geração de empregos.
“Após a crise, em muitas regiões do mundo houve queda dos investimentos, enquanto no PIM a situação se manteve normalizada”, assegurou.

Projetos de implantação

Entre os projetos de implantação destacam-se ainda o da Masa Flexpower, nova empresa do grupo Masa/Flextronic, voltada para o segmento de eletroeletrônicos, que vai fabricar conversores de corrente contínua (carregadores de baterias para notebook). Enquanto isso, a Kanto Ferramentaria, vai produzir moldes para vidro, para modelagem de metais ou carbonetos metálicos, por compressão, e de matérias plásticas ou de borracha, por injeção.
A produção de autorrádio com DVD player (Philips), sensor de nível de combustível para motociletas (Visteon), partes e peças estampadas/formatadas para motocicletas (Mangels Componentes), e detergentes (Ceras Johnson) também foram aprovados pelo CAS, entre os projetos de diversificação, ampliação e atualização.

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