PIM teme perder empresas

As notícias de que oito empresas estão autorizadas a produzir os tablets na região Sudeste estão trazendo muita preocupação para o PIM (Polo Industrial de Manaus).Com as portas abertas para que os benefícios do tablet sejam estendidos para outros itens do setor de eletroeletrônico, colocando a perder a competitividade do Polo, as empresas locais estão apreensivas quanto ao destino do setor da produção do segmento industrial.Cada vez mais, os produtos adquirem características de bens de informática.
O vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, disse que está nas mãos da bancada amazonense tentar reverter a situação e conseguir compensações para o Amazonas quanto à MP 534. “A gente fica preocupado quanto as empresas desse setor tentarem fazer incursões sobre outros itens. Por exemplo, um telefone celular, que antes era analógico, agora está ganhando características digitais, como internet. As empresas do Sudeste podem começar a fazer lobby para estender esses benefícios, de acordo com essas novas características”, alertou.
Azevedo reconhece os prejuízos que a MP 534 pode trazer ao Amazonas. “Com essa medida, que reduz o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] de 15% para 3%, as vantagens comparativas de Manaus desaparecem. As empresas gastam muito em termos de logística, que implica em custos. Diante disso, esse fator é o que mais vem comprometendo a situação. Mas, mesmo assim, duas empresas estão pleiteando a produção dos tablets no Polo”, ponderou.
O Presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços Polo Industrial do Amazonas), Cristóvão Marques disse que a situação é grave. “Se isso acontecer, até televisão vai embora daqui. Eu já disse que é inconstitucional que outro Estado tenha esses benefícios. Está na lei que só o Amazonas tem direito a esses incentivos, em virtude da logística, das dificuldades com transporte, da distância em relação ao centro consumidor. Acho que a nossa bancada deve se esforçar mais para mostrar isso ao governo federal”, encerrou.

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