27 de junho de 2022

PIM tem 155 mil empregos diretos por causa de terceirização

O PIM (Pólo Industrial de Manaus) pode ter hoje 155 mil empregos diretos, devido à contratação de trabalhadores terceirizados para ajudar na produção destinada ao Dia das Mães. A informação, passada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, bate com folga os números apresentados pela Suframa, dando conta de que até o primeiro bimestre desse ano, o índice de mão-de-obra empregada era de 101 mil, com possibilidade de ter aumentado para 103 mil em março.
Esses números refletem mais uma vez o vigor da economia das empresas do PIM, que acumularam um faturamento de US$ 4.326 bilhões no primeiro bimestre de 2008. Este montante foi 30,13% superior ao do mesmo período do ano passado, quando o faturamento ficou em US$ 3.324 bilhões. Como sempre, o pólo de duas rodas foi o destaque, faturando 30% a mais que em 2007.
As indústrias do PIM vivem um momento de boa saúde financeira e de produção, acompanhando os bons ventos que sopram sobre a economia brasileira. O Amazonas é destaque como o Estado que mais aumenta sua produção industrial no país, embora precise ainda corrigir alguns problemas que emperram a produtividade e competitividade.
O Estado tem problemas de logística por causa de sua posição geográfica e pela falta de opções em transporte, uma vez que só pode contar com seus rios para escoar a produção a preços competitivos. Encontrar mercados para a produção crescente não tem sido um problema sério, mas entregar a mercadoria no local de destino, no prazo determinado, tem gerado dor de cabeça aos empresários.
Na realidade, ainda falta infra-estrutura para o Estado alcançar o apogeu de sua economia. O porto de Manaus precisa ser modernizado, porque ainda se utiliza uma estrutura do início do século passado, e falta encontrar uma solução de transporte, se rodovia ou ferrovia, desde que ligue o Amazonas, por via terrestre, ao restante do Brasil. Ou seja, o melhor é que haja menos discussão e mais ação.
E ainda se corre o risco de que essas notícias alvissareiras sejam eclipsadas pela greve dos auditores fiscais da Receita Federal, porque as linhas de produção das fábricas do PIM correm o risco de parar. Aí sim, será uma ducha de água fria na economia, cujo desfecho pode ser mandar para casa mais cedo os trabalhadores contratados para atender a demanda do Dia das Mães.

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