PIM sinaliza começar segundo semestre com o ‘pé no chão’

Embora tenham sido impostas no final de 2010, só neste segundo semestre as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central devem mostrar efeitos mais intensos. Desta forma, nem mesmo as previsões otimistas do Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, devem ser suficientes para alavancar o emprego no PIM (Polo Industrial de Manaus).
Segundo o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, em virtude do aperto na política monetária, o consumo deve sofrer uma queda brusca e, por conta disso, a perspectiva de produção das empresas não deve ser tão significativa, levando-as a diminuir o ritmo de contratações. “Esta tentativa de evitar o endividamento refletirá no consumo, nas vendas e, consequentemente, na geração de empregos”, ponderou.
Ainda mais quando combinada com os índices de inflação que, apesar das projeções reduzidas de 6,18% para 6,16%, segundo o boletim Focus, ainda se mantém em patamar distante do centro da meta (4,50%).
Azevedo salienta que as indústrias amazonenses estão trabalhando com muito pé no chão, para não serem pegas de surpresa como em setembro de 2008. Em virtude da crise naquela época, os dois principais segmentos do PIM tiveram uma retração no faturamento, segundo a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). No nono mês do ano, o polo eletroeletrônico recuou 1,85% em comparação ao mês anterior (US$ 965.77 milhões) e finalizou dezembro com uma quantia de apenas US$ 459.93 milhões. Enquanto isso, o setor de duas rodas conquistou somente US$ 325.96 milhões no mês natalino.
O presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias do Amazonas, Ricardo Alvarez Miranda, comenta que a entidade ainda deve levantar os dados dos primeiros seis meses, para então realizar as perspectivas de julho até dezembro.
No caso do setor termoplástico, apesar da série de paralisações neste ano, o presidente do Sindplast (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Plástico), Francisco Brito, argumenta que as 72 empresas da categoria estão com a demanda acima do normal e aproximadamente 11 mil empregos. “Os setores de duas rodas e eletroeletrônicos são os que alavancam o segmento, ainda mais com a produção de televisores e condicionadores de ar”, detalhou.
Mesmo otimista, Brito avalia que não haverá tanto crescimento nos números já estabelecidos, devido às empresas terem um limite de capacidade. Contudo, ele prevê a entrada de mais mil funcionários no setor e garante que haverá uma grande procura de serviços terceirizados.
Segundo o titular da SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas), Alcino Vieira, os números nos próximos seis meses serão menores em comparação a igual período de 2010, entretanto, manterão o crescimento em relação ao primeiro semestre.

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