PIM reduz em 85% expansão do desmatamento em Manaus

Desmatamento. É a esta palavra que, principalmente, deve­mos a criação de conceitos e alternativas de neutralização de carbono e o surgimento do REDD (Redução de Emi­ssões para o Desmatamento e Degradação), ação internacional que visa criar valores econômicos para a floresta em pé.
No limiar dos debates a­ca­lorados travados entre os setores empresarial e industrial e os ambientalistas está o Polo Industrial de Manaus, considerado um atenuante da ação do homem sobre a área ambiental de Manaus.
Segundo estudo divulgado em 2009, intitulado “Instrumentos Econômicos para a Proteção da Amazônia: a experiência do Polo Industrial de Manaus”, o PIM colaborou com a redução de cerca de 85% no desmatamento de áreas da capital, no ano de 2007.
Na prática, isso representou, no período de 1997 a 2007, uma economia de aproximadamente US$ 400 milhões para os cofres públicos.
Se a pesquisa aplicasse os valores encontrados para Manaus em todo o Amazonas, o benefício gerado pelo desmatamento evitado no Estado saltaria para cerca de US$ 4,4 bilhões. Por outro lado, também foram mensuradas as consequencias previsíveis de uma realidade na qual não existisse o Polo Industrial. Os resultados a que chegaram os autores da pesquisa surpreende: um incremento de 70 a 84% nos níveis de desmatamento registrados no Amazonas.

A redução em números

Até 2007, foi computado, na cidade de Manaus, o saldo de 1,2 milhão de km2 de área desmatada (11%), valor superado em muito pelas capitais vizinhas Rio Branco (31%) e Porto Velho (21%). Porém, maior que os níveis de Macapá, que registrou somente 6%.
Estima-se uma média de 5,2 mil km2 de área poupada, anualmente (em Manaus), graças à presença do PIM (para o ano de 2007).
Entre os fatores que justificam o sucesso do modelo calcado no baixo impacto ambiental, estão o desenvolvimento de atividades econômicas com ausência ou baixa utilização de recursos florestais em seus insumos e o foco diferencial dado a outros setores da economia com mesmo padrão produtivo, como o de serviços, o que resultou numa contensão de 85% a 86% do desmatamento em Manaus.
Para o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Gaitano Antonaccio, uma das razões do êxito do Estado em manter grande parte de seu meio ambiente preservada é que o homem do interior foi deslocado para Manaus, a partir do surgimento da Zona Franca. “Isso foi um bem que causou um mal, porque o êxodo rural não é bom em qualquer lugar do mundo. Você tem que desenvolver uma região equi­tativamente. Hoje você obser­va uma capital-estado e um interior vazio, na sua maioria. Com a Copa do Mundo, presen­ciaremos um novo êxodo, as pessoas vindo para Manaus procurando oportunidades de emprego nas construções civis, que vai estourar”, salienta Antonaccio.

Razões para o desmatamento

Durante anos, estudiosos do mundo inteiro se debruçaram sobre o desafio da atualidade: apurar as causas reais do desmatamento.
Recentemente, a culpa recai, principalmente, sobre a pecuária de média e grande escala e sobre os desdobramentos gerados a partir da atividade, como o corte de madeira, construção de estradas, que evidenciam o impacto ambiental.

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