15 de abril de 2021

PIM quer ponte aérea com a Argentina

Os representantes de classe do PIM (Polo Industrial de Manaus) tiveram ontem a oportunidade de expor suas dificuldades relacionadas ao comércio exterior diretamente aos integrantes do GTFAC , órgão de assessoramento técnico do Camex

Os representantes de classe do PIM (Polo Industrial de Manaus) tiveram ontem a oportunidade de expor suas dificuldades relacionadas ao comércio exterior diretamente aos integrantes do GTFAC (Grupo Técnico de Facilitação do Comércio), órgão de assessoramento técnico do Camex (Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior). Uma das reivindicações dos empresários foi a criação de um voo direto de Manaus para a Argentina, principal comprador dos produtos da ZFM (Zona Franca de Manaus).
Os dirigentes de classe da indústria reivindicam também que os órgãos intervenientes (como Receita Federal, Alfândega, Ministério da Agricultura) funcionem 24 horas nos sete dias da semana (atualmente, funcionam oito horas e cinco dias na semana). O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, disse que o atual funcionamento prejudica os negócios das empresas e recai na competitividade.
A expectativa dos empresários é que demandas feitas ao grupo possam resultar em melhorias das atividades relacionadas ao comércio exterior. Os indicadores de desempenho do PIM, divulgados pela Suframa, apontam que as exportações somaram em julho US$ 76,92 milhões, uma alta de 34,95% sobre junho (US$ 56,99 milhões).

Órgãos representados

A reunião entre o grupo e os empresários faz parte do 1º Encontro Estadual do Grupo Técnico de Facilitação do Comércio, realizado ontem no auditório da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), e reuniu dezenas de representantes de órgãos federais e entidades vinculadas à indústria e ao setor de comércio e serviços local. O evento foi realizado em parceria com a autarquia.
A secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, destacou a contribuição das entidades locais nas discussões e disse que as demandas apresentadas pelo setor privado convergiram com as propostas que já estão sendo discutidas pelos órgãos de governo. Ela avaliou que os esforços possibilitarão ao Brasil, e consequentemente ao PIM, tornar-se cada vez competitivo no comércio internacional, aperfeiçoando os mecanismos de controle e desburocratizando as operações de importação e exportação sem comprometer a eficácia dos processos e os controles necessários.
Segundo Lytha Spíndola, o país vem se preparando para atender aos pré-requisitos e facilitar o comércio internacional. Ela apontou que as medidas de facilitação de comércio exterior são cada vez mais necessárias para manter o crescimento do comércio exterior e melhorar a competitividade das empresas brasileiras. “Essas medidas visam tornar mais rápida a liberação de mercadorias, eliminar exigências desnecessárias, aprimorar a gestão de risco e conferir tratamento preferencial para operadores que apresentam bom histórico de cumprimento de suas obrigações”, destacou.

Infraestrutura deve receber injeção de R$ 70 milhões

A secretária-executiva da Camex considerou que as expectativas são extremamente positivas para o comércio exterior brasileiro, sobretudo nos próximos dois anos, quando mais de R$ 70 bilhões deverão ser investidos para aumentar a capacidade competitiva e de infraestrutura no setor. “Logística é fator crítico de competitividade. Além das obras previstas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), outras iniciativas do governo federal, inseridas principalmente na PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo), têm contribuído para desonerar a produção e facilitar o acesso às linhas de financiamento, fortalecendo, assim, a indústria nacional”, comentou.
A superintendente da Suframa, Flávia Grosso, elogiou a atitude do grupo da Camex, que pela primeira vez saiu de Brasília para ouvir as demandas dos empresários. Com isso, a dirigente aponta que está havendo um entrosamento entre os empresários e o governo, buscando uma desburocratização para que o segmento produtivo alcance maior competitividade. “O governo tomou uma atitude correta ao ouvir as necessidades das indústrias, do comércio, de serviços, visando buscar melhor agilização nos procedimentos governamentais para que a produção dos setores produtivos em geral tenham uma maior produtividade”, avaliou.

Evento pioneiro

Segundo Flávia Grosso, algumas ações já estão
sendo colocadas em prática a cada identificação dos problemas vai sendo trabalhando dentro das possibilidades na eliminação dos entraves. “Isso é uma coisa dinâmica”, disse, ressaltando que o evento, pioneiro no Brasil, reuniu subsídios para dar continuidade às ações do governo federal na desburocratização e facilitação das operações de importação e exportação do polo. “As discussões resultaram em importantes propostas que visam ao fortalecimento das relações de comércio exterior do PIM, conferindo maior competitividade aos produtos fabricados na ZFM”, apontou.
Além da presença de dirigentes de órgãos federais ligados à Camex, o evento contou ainda com a participação de entidades representativas estaduais, tais como a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), ACA (Associação Comercial do Amazonas) e Fecomércio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas).

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