PIM quer faturar US$ 40 bi até dezembro

Mesmo tendo somente uma prévia com um resultado bimestral, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) já projeta finalizar o ano com um faturamento recorde de US$ 40 bilhões, alta de 13,79% sobre o que foi abocanhado no ano passado (US$ 35.15 bilhões).
A esperança se dá em virtude das cifras registradas na soma dos primeiros dois meses do ano. Com um saldo de US$ 5.88 bilhões, o PIM (Polo Industrial de Manaus) incrementou mais 29,17% ao faturamento anotado em igual período de 2010 (US$ 4.55 bilhões).
Somente em fevereiro, a ZFM (Zona Franca de Manaus) alcançou sua melhor marca para o segundo mês do ano, ao atingir, pela primeira vez, números superiores à casa dos US$ 3 bilhões. Os US$ 3.05 bilhões permitiram uma expansão de 37,01% sobre os US$ 2.23 bilhões gravados em igual período do ano anterior.
Por meio de sua assessoria, a superintendente da Suframa, Flávia Grosso, avalia que este ritmo de crescimento impulsiona a projeção positiva realizada pela autarquia.
Além disso, para quem reclamava da ausência de empregos na indústria, principalmente depois da crise, o PIM já conta com uma média mensal de 111.388 novos empregos, alta de 7,56% em comparação ao resultado de mesma época no ano passado e de 4,20% em confronto a 2008, quando a média mensal de mão de obra era de 106.894 funcionários, a maior até então. O aquecimento das indústrias permitiu um avanço na relação de salários versus mão de obra ocupada, proporcionando uma quantia salarial de US$ 881.93.

“Emprego estável”

O presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias do Amazonas, Ricardo Alvarez Miranda, comenta que o emprego ficou estável em fevereiro, aumentando as admissões e reduzindo as demissões, o que não acontecia com frequência em 2010.
Segundo o representante do sindicato trabalhista, com o Dia das Mães chegando e a economia firme, há uma estimativa de que 50% dos temporários sejam efetivados depois da festividade. “Este ano será melhor que os anos anteriores”, asseverou Ricardo Alvarez Miranda.

Apesar das dúvidas sobre o ‘Efeito Japão’, indústria ainda aposta na alta

Quem voltou com toda a corda, depois de se sentir ameaçado pelo polo de duas rodas em janeiro, foi o segmento eletroeletrônico, que conseguiu a façanha de US$ 1.01 bilhão somente em fevereiro. O número permitiu um salto de 38,08% frente aos US$ 730 milhões de fevereiro do ano passado.
A produção de televisores de tecnologia LCD (tela de cristal líquido) influenciou este número. Com 1,09 milhão de aparelhos produzidos no acumulado, a mercadoria aumentou os estoques em 11,51% em relação ao primeiro bimestre do ano passado (981,8 mil unidades).
Porém, embora o setor eletroeletrônico obtenha 30,43% de todo o mercado, enquanto o relojoeiro é responsável por apenas 1,21%, este último foi quem apresentou a maior variação de crescimento em relação a 2010, ao somar US$ 36.86 milhões.

Contrabando minimizado

Nos primeiros dois meses do ano, as indústrias de relógio sofreram elevação de 96,41% quando confrontadas aos dados de janeiro e fevereiro do ano anterior (US$ 70.97 milhões). Neste caso o destaque fica por conta dos relógios de pulso, com 1,42 milhão de unidades produzidas e um faturamento de US$ 70.37 milhões. O diretor executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, afirma que as medidas contra o contrabando, principalmente de relógios, possibilitaram o aumento do segmento.
Para os próximos meses, surge a dúvida se isto pode mudar em virtude dos acontecimentos no Japão e até mesmo por conta da inflação. Entretanto, Dutra afirma que as indústrias poderiam apresentar queda somente se houvesse retração na economia do país. “Mas, a produção continua alta, ainda mais quando os indicadores apontam um crescimento nas vendas do comércio”, finalizou.

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