PIM – Faturamento deve ser 10% menor

As indústrias do PIM devem fechar o ano com o faturamento 10% abaixo do conquistado em 2011. A estimativa foi feita pelo presidente da Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) Wilson Périco, após analisar os números mais recentes da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
De acordo com os indicadores divulgados pela autarquia, até novembro de 2012, as empresas do Polo alcançaram um faturamento de US$ 34,89 bilhões.
Este montante está US$ 6,35 bilhões abaixo do faturado ao longo de todo o ano de 2011 (US$ 41,24 bilhões).
“Mesmo considerando um desempenho recorde para o mês de dezembro como aconteceu no ano anterior, quando houve ganhos de US$ 2,87 bilhões, o desempenho do PIM em 2012 ficaria na casa dos US$ 38 bilhões”, explica Périco.
Considerando a hipótese proposta, a retração seria de 8,43%.
“Acontece que dezembro é um mês em que a indústria se encontra desaquecida porque a produção do Natal já foi entregue. Somando-se esse fator à conjuntura econômica e à impossibilidade de alcançarmos a cifra de dezembro de 2011, calculo o recuo em 10%”, avaliou.
Para o representante, a conjuntura global da economia que impactou os dois principais segmentos do PIM e a concorrência com a Ásia foram os grandes vilões do ano passado.
“O mais grave da crise do polo de duas rodas é que além da queda sofrida pelo setor ele ‘puxou’ vários outros, como o metalúrgico, o setor de fios e cabos, o termoplástico, enfim, afetou toda a cadeia de fornecedores”, relembrou.
Já o setor eletroeletrônico cresceu, mas segundo Périco, abaixo das expectativas, refletindo também a crise européia.
“A concorrência com a Ásia também nos comprometeu bastante”, destacou.
A expectativa é que a unificação do ICMS em 4% para importados, medida que colocou fim à guerra dos portos e passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano – possa trazer reflexos positivos em 2013, no que diz respeito à concorrência com os produtos asiáticos.
“A medida resolve parte do problema. Mesmo com a ação do governo federal, existem produtos que continuam sendo muito mais baratos se adquiridos por importação”, alerta.
De acordo com os números da balança comercial, só de produtos e insumos vindos da China, o Amazonas importou Us$ 4,90 bilhões em 2012, aumento de 17,22% frente o acumulado no ano anterior. A Coréia do Sul apareceu em segundo lugar com US$ 1,99 bilhão, acréscimo de 4,7% na mesma base comparativa.
Entre os insumos mais comprados, conforme o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), apareceram peças para rádio e TV com US$ 2,79 bilhões, óleo diesel com US$ 767,04 milhões, componentes para telefonia com US$ 417,53 milhões e acessórios, partes e peças para motocicletas com 412,15 milhões.

Setores
Dos 22 sub-setores que compõem o PIM, 12 apresentaram recuo no resultado acumulado até novembro do ano passado.
O faturamento do polo eletroeletrônico (US$ 12,31 bilhões) – que compreende 35,28% do total do faturamento do polo–, sofreu retração de 6,70%.
O polo de duas rodas, por sua, vez, anotou queda de 19,28%, com US$ 6,55 bilhões.
Outro importante setor, que fornece para as montadoras de motocicletas, o metalúrgico, faturou US$ 1,62 bilhão, 40,07% a menos em relação ao acumulado de 2011.
Enquanto isso, dez segmentos anotaram recuperação, sendo um dos principais, o segmento de bebidas, que com US$ 311,31 milhões, avançou 15,16%.
O acréscimo mais representativo veio do setor de bens de informática (+7,49%) que faturou US$ 4,11 bilhões entre janeiro e novembro do ano passado.
Já o maior avanço percentual partiu do beneficiamento da borracha (+ 686,07%) sobre o acumulado de 2011.

Empregos

O saldo da mão de obra considerando apenas novembro foi negativa. Foram menos 1,74 mil pessoas empregadas, entre admissões e demissões. Porém, na média do ano, a mão de obra ocupada de 2012 (111,80 mil empregados) ainda é superior a 2011 (110,62 mil trabalhadores).
“O emprego, especialmente em um ano de crise como foi 2012, é a principal preocupação. Em trabalho, o poder de compra do consumidor é reduzido e com ele o consumo e isso provoca um circulo vicioso que afeta toda a economia”, avaliou Wilson Périco.

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