PIM dribla crise global e aumenta exportações de celulares em 63%

O câmbio desfavorável e o mercado internacional retraído não representaram problemas para as indústrias de eletroeletrônicos ampliarem em 63% o volume de exportações de terminais portáteis de celular neste início de ano. Em janeiro, de acordo com o Mdic (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio), as exportações de celulares no Amazonas alcançaram mais de US$ 16 milhões FOB (Free On Board) na comparação com igual período do ano passado, quando as vendas para o exterior totalizaram cerca de US$ 10 milhões FOB.

Na análise do diretor da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Paulo Castelo Branco, o mês de janeiro deu boas indicações de como o mercado de produtos elétricos e eletrônicos vai se comportar em relação aos meses anteriores em termos de ampliação. Nos cálculos do executivo, o setor de telecomunicações deverá apresentar crescimento de 21% neste ano, em virtude da demanda reprimida no mercado interno após ter amargado retração de 19% em 2009. “É um bom começo de ano para o setor. Só a Zona Franca, por exemplo, mandou para o exterior mais de 237 mil celulares. Nesse mesmo período do ano passado, a instabilidade econômica fez o Estado enviar pouco mais de 203 mil unidades”, considerou.

Castelo Branco disse que o setor vive a expectativa de aumento da produção a partir do Plano Nacional de Banda Larga, que visa massificar a internet rápida para todos os pontos do país, até os mais remotos, como a Amazônia. Segundo estimativas do diretor da Abinee, o plano vai envolver recursos de cerca de R$ 40 bilhões nos próximos três anos. “Além disso, está na mira da indústria de telecom a possível definição do marco regulatório para a 4ª geração de telefonia móvel e de transmissão de dados sem fio. A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 vão exigir que o Brasil produza a 4ª geração, o que é um grande negócio para as indústrias de celulares, inclusive do Amazonas”, salientou o dirigente.

Espectro da crise

O espectro da crise parece de fato ter sido superada, uma vez que o diretor-geral da Nokia em Manaus, Paul Evans, por intermédio de sua assessoria, avisou que a empresa se recuperou da recente crise financeira ocorrida em todo o mundo. Para 2010, segundo o executivo, a expectativa do setor se volta de fato para o reaquecimento, sobretudo no mercado interno, onde a produção e a aceitação do receptor lançado pela Nokia no fim do ano passado tem sido muito boa. “O Nokia N85, fabricado em Manaus, por exemplo, mostra-se uma excelente opção para o consumidor devido à sua resolução de tela –OLED, ou díodo emissor de luz orgânico, a mesma tecnologia usada em TVs de alta resolução. Com o receptor de TV digital junto com o Nokia N85 nessa edição especial, oferecemos ao consumidor uma solução de TV digital que reúne qualidade de sinal e excelente visualização de tela”, destacou.

Em 2009, segundo apontam os dados do Mdic, as exportações de celulares no Amazonas (US$ 31 milhões) tiveram um aumento de 106%, se comparada a de 2008 (US$ 15 milhões). O concorrente direto na produção local, São Paulo, essa quantidade de telefones celulares exportados em 2009 (70 milhões) foi 25% menor, se comparada a 2008 (US$ 94 milhões).

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