PIM contribui para recuo na atividade econômica do país

A queda da produção industrial na ZFM (Zona
Franca de Manaus) foi fator determinante
para a retração de 0,7% na atividade econômica de junho
a agosto na região Norte. Com dificuldades na indústria, o
Norte e o Nordeste puxaram o recuo da atividade econômica
entre junho e agosto. As duas regiões foram as principais
responsáveis pelo recuo de 0,7% do IBC-Br (Índice de
Atividade Econômica do Banco Central – Brasil) no período,
de acordo com o Boletim Regional, divulgado ontem em
Florianópolis. De acordo com o presidente
do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas),
Wilson Périco, a redução da atividade industrial no Polo
Industrial de Manaus e, por consequência, em toda a região
norte é reflexo do mercado, aliado a uma produção mais
forte na segunda metade de 2013.
“O setor de duas rodas se mantém em queda e o eletroeletrônico
também não se recupera, principalmente se
compararmos com o segundo semestre do ano passado,
quando o setor eletrônico tinha uma atividade forte por
causa da produção de televisores para a Copa do Mundo.
Neste ano esta sazonalidade se deslocou para o primeiro
semestre”, lembrou Périco. A menor atividade econômica
na região norte, no entanto, não teve impacto no
mercado de trabalho. No período, houve aumento na criação
de empregos formais na região. O presidente do Cieam
ressalta, no entanto, que este resultado positivo na geração
de empregos do Norte não reflete a realidade amazonense.
“O emprego na indústria no Amazonas deve fechar abaixo
do ano ano passado”, destacou. Apesar dos números negativos
da região Norte, a maior queda foi registrada no Nordeste,
com recuo de 1,1% período. Segundo o relatório, a
queda da produção industrial (principalmente nos setores
de vestuário e de produtos alimentícios) e das vendas
no varejo foram as principais responsáveis pela retração no
nordeste. A redução dos desembolsos do BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a
região também interferiu na atividade econômica.
Para o BC, com dificuldades na indústria, o Norte e o
Nordeste juntas puxaram o recuo da atividade econômica
no trimestre. As duas regiões foram as principais responsáveis
pelo recuo também de 0,7% do Índice de Atividade
Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br) no período.
Outras regiões No Sul, o índice de atividade econômica regional ficou praticamente
estável, com queda de 0,1% no trimestre. Segundo
o BC, a estagnação refletiu o desempenho da indústria e
do comércio, em linha com a acomodação dos níveis de
emprego na região. Ao contrário das três regiões,
o Sudeste e o Centro-Oeste apresentaram crescimento entre
junho e agosto. No Sudeste, o índice teve aumento de 0,1%.
O ritmo modesto da atividade econômica foi provocado pelo
menor dinamismo do comércio varejista, setor de serviços
e mercado de trabalho. Na contramão das demais regiões,
o Centro-Oeste apresentou crescimento expressivo no
trimestre encerrado em agosto. O índice regional aumentou
1,3%, contra alta de 0,5% no trimestre anterior, terminado
em maio. O BC informou que a indústria de transformação e a
agricultura contribuíram para intensificação do crescimento
econômico na região. Para evitar a influência de
oscilações típicas de determinadas épocas do ano, todos os
índices são desassonalizados. Dessa forma, fatores como a
safra do meio do ano e o aumento da produção industrial
em agosto, motivado pelas encomendas de Natal, foram expurgados
dos números finais. Apesar da queda na maioria
das regiões, o BC considera que haverá expansão moderada da
atividade econômica nos próximos trimestres. No Norte,
ela será estimulada por investimentos em infraestrutura e no
setor mineral. No Nordeste, a recuperação da agricultura e a
sustentação da demanda pelos programas de transferência
do governo federal ajudarão a economia a apresentar leve
crescimento. No Sudeste, a alta das exportações
tende a favorecer a expansão moderada da atividade
econômica. O aumento das vendas externas, aliado
a projetos de investimentos, deverá impulsionar o ritmo da
economia no Sul. No Centro-Oeste, de acordo com o Banco
Central, o crescimento deve se fortalecer ainda mais, impulsionado
pelo aumento da safra.

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