PIB mínimo acende alerta vermelho

Baixo desempenho da economia nacional preocupa empresários locais que temem perda de competitividade

O desempenho pífio da economia em 2012 confirmado pelo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de apenas 0,9% mesmo não surpreendendo os representantes do setor produtivo amazonense reforça a defesa de uma atitude mais efetiva do governo federal para garantir a competitividade, principalmente, da indústria nacional.
O resultado foi o menor registrado desde 2009, ano em que ocorreu a crise financeira mundial e a economia brasileira obteve um crescimento de apenas 0,3%. O segmento industrial obteve um declínio de 0,8% neste ano, contra 1,6% de crescimento em 2011 e 10,4% em 2010, quando liderou o crescimento do PIB nacional. Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, isso ocorre devido ao descuido das autoridades em resguardar a competitividade da indústria nacional, o que é um dos principais problemas enfrentados pelo PIM.
“Primeiro, se você tem importação concorrendo com a indústria nacional, deve-se encarecer a importação. Levar os tributos para aquilo que está sendo importado. A outra questão é a da burocracia. E tem também a infraestrutura que encarece e muito. Principalmente a questão do transporte” acrescenta. Périco também destacou que deve ser dado um maior destaque e tomadas mais medidas para o setor de duas rodas que, segundo ele, compõe a base do modelo da Zona Franca como um todo. “Não podemos entrar em desespero, acho que temos que ser otimistas e realmente torcer para que as medidas sejam tomadas e que nós possamos continuar em um ritmo de crescimento. Mas se nada for feito de diferente eu não vejo como o poder industriário andar em crescimento” concluiu.
Gigantes europeus como Alemanha, Inglaterra e Espanha apresentaram um crescimento inferior ao brasileiro devido à estagnação provocada pela crise financeira de 2009. No entanto o PIB nacional ficou abaixo de outros países emergentes como Rússia e México que tiveram crescimento na casa dos 3%.
Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Athaydes Mariano Félix, a economia nacional e estadual precisa de decisões corajosas para não estagnar. “Tem que mudar a legislação trabalhista. Tem que mudar a legislação tributária. É um barco em que nós estamos juntos. A leitura disso é constante. É só vê os indicadores econômicos. Tem que tomar decisões corajosas e não decisões políticas. Se continuar assim, qualquer problema do governo eles aumentarem os impostos como estão fazendo agora, tenho cada vez mais medo de como irá ficar” opinou.
Athaydes Felix destacou também que a Fieam está tentando defender o interesse das indústrias e conscientizar as pessoas e autoridades, mas que acabam sendo vistos como ônus econômico. Segundo o vice-presidente da Fieam, o Amazonas não está sentindo tanto essa estagnação do crescimento econômico, mas irá sofrer por que há pessoas nos cargos de fiscalização que estão usando de ressentimentos e excesso de autoridade para não deixar que certas empresas progridam.“Hoje em dia estamos no fogo cruzado dos vários tipos de fiscalização. Não dão chance para consertarmos as coisas. Falta bom senso. Os caras do Ministério do Trabalho chegam autuando, e isto precisa ser revisto, ninguém é bandido. Estou desesperançoso pela forma como estamos sendo tratados,é humilhante. Pessoas que estão nos cargos guardam magoas anteriores e com isso a economia para. O resultado é esse ai” desabafou.

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