PIB dos Estados Unidos cresce 4%

Segundo o Departamento do Comércio, o desempenho acima do esperado nos gastos das empresas e nas exportações no período impulsionou o crescimento da economia no trimestre passado –ofuscando em parte os problemas enfrentados no país no mercado imobiliário.
Foi o maior crescimento trimestral do PIB (Produto Interno Bruto) americano desde o registrado no primeiro trimestre de 2006, quando a expansão foi de 4,8%. No primeiro trimestre deste ano, a economia americana teve ligeiro avanço de 0,6%.
O crescimento no trimestre passado, no entanto, ficou ligeiramente abaixo do esperado pelos economistas, que projetavam uma expansão de 4,1%.

Sistema bancário

O Fed (Federal Reserve, o BC americano) injetou outros US$ 10 bilhões no sistema bancário, para reforçar as reservas dos bancos comerciais e evitar uma eventual falta de liquidez (oferta de dinheiro).
Com isso, o total das intervenções do Fed desde o último dia 9 já passa de US$ 147 bi-lhões. Foi a quarta liberação consecutiva de recursos do Fed nesta semana. Nesta quinta-feira, o banco já havia disponibilizado US$ 5.2 bilhões; na terça-feira, US$ 2 bilhões; e na segunda-feira outros US$ 9.5 bilhões (só nesta semana já foram liberados em operações de curto prazo pelo Fed US$ 26.7 bilhões).
As liberações de recursos começaram no dia 9, quando o banco francês BNP Paribas congelou os resgates em três fundos alegando dificuldade de calcular a exposição desses fundos a investimentos ligados ao mercado de hipotecas de risco nos Estados Unidos. O BCE (Banco Central Europeu) fez uma liberação de cerca de US$ 130 bilhões logo após a decisão do banco francês e o Fed, no mesmo dia, seguiu caminho semelhante, com a liberação de US$ 24 bilhões.
As iniciativas dos dois bancos foram seguidas por outros BCs no mundo, para evitar uma eventual crise de liquidez (oferta de dinheiro) em seus respectivos sistemas bancários, que poderia decorrer dos temores quanto à extensão da crise dos créditos imobiliários de risco nos EUA.
As injeções de recursos do Fed, no entanto, têm tido pouco efeito para restaurar a confiança dos investidores nos mercados de crédito.
Até o momento, a medida que teve efeito mais significativo para a restauração da confiança foi a redução da taxa de redesconto (usada pelo BC americano para conceder empréstimos de curto prazo a instituições com escassez temporária de liquidez causada por problemas internos ou externos) feita no último dia 17.
O que os investidores esperam, no entanto, é um corte na a taxa básica de juros do Fed, a dos fundos federais (a principal da política monetária americana e que tem efeito direto sobre o setor produtivo), que foi mantida em 5,25% ao ano.

Pedidos de auxílio-desemprego

O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA cresceu em 9.000 na semana encerrada no último dia 25, elevando o total de solicitações iniciais do benefício para 334 mil, informou o Departamento do Trabalho. Anteriormente, o total de pedidos havia sido de 325 mil, segundo dados revisados.
A média quadrissemanal (que atenua as volatilidades das leituras semanais) ficou em número de 324.500, um aumento de 6,250 em relação à média da quadrissemana imediatamente anterior, que foi de 318.250 pedidos.
A economia americana gerou 92 mil empregos em julho, enquanto a taxa de desemprego no país teve uma elevação de 0,1% no mesmo mês, ficando em 4,6%. A criação de empregos no país vem perdendo força mês a mês: em junho foram criadas 126 mil vagas e, em maio, 188 mil –os números foram revisados para baixo, em relação às leituras iniciais: 132 mil e 190 mil respectivamente. Os dados sobre a criação de empregos e o nível de desemprego referentes ao mês de agosto devem ser divulgados no dia 7 de setembro.

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