PIB do Brasil expande 1,7% no 3º trimestre

Em valores, o PIB brasileiro totalizou no trimestre passado R$ 645,2 bilhões. O destaque principal da economia brasi-leira no período foi o setor agropecuário, que mostrou crescimento de 7,2% em relação ao segundo trimestre deste ano. Na mesma comparação, a indústria cresceu 1,8% e o setor de serviços 1,2%.

De janeiro a setembro de 2007, o PIB teve expansão de 5,3% na comparação com igual período de 2006 (maior desde 2004). No acumulado dos 12 meses até setembro, o crescimento foi de 5,2%, na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores -maior expansão desde 2004.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias e a Formação Bruta de Capital Fixo, que sinaliza os investimentos, apresentam expansões de 1,5% e 4,5% -na comparação com o período de abril a junho. O IBGE também revisou para cima o resultado do PIB de 2006, que passou de crescimento de 3,7% para 3,8%.

Investimento e consumo

O crescimento do PIB foi influenciado pela expansão do investimento e pelo aumento do consumo interno, em especial o das famílias.

O investimento, medido pela taxa de formação bruta de capital fixo, cresceu 14,4% de julho a setembro, se comparado a período correspondente em 2006. O índice é recorde na série medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desde 1996.

O consumo das famílias, que aumentou 6% se comparado ao terceiro trimestre do ano passado, foi o maior nos últimos dez anos. No segundo trimestre de 1997, o índice havia ficado em 6,9%.

O investimento no país cresce há 15 trimestres, desde os primeiros três meses de 2004. Segundo a economista do IBGE Rebeca Palis, a significativa expansão do investimento indica uma perspectiva de crescimento mais consolidado daqui para frente. Ela atribuiu esse incremento à redução da taxa Selic e ao aumento do crédito para as empresas.

“No terceiro trimestre do ano passado, a Selic era de 14,6% ao ano. Neste período, em 2007, caiu para 11,5% ao ano.

Além disso, o aumento do crédito nominal de recursos livres para pessoas jurídicas aumentou 25,3%’’, afirmou.

Segundo Rebeca Palis, o investimento está bem espalhado, com destaque para a indústria de transformação e a agricultura.

Meta de 5% de crescimento está mais próxima de ser atingida, afirma IBGE

A indústria de transformação cresceu 5,7%, se comparada ao terceiro trimestre do ano passado. O destaque ficou por conta da produção e importação de máquinas e equipamentos. Outro setor que influenciou diretamente o resultado do PIB foi o de construção civil, que teve incremento de 5%.

Em relação ao consumo das famílias, a economista citou o aumento da massa salarial real, de 4,3%, e a ampliação de 30,4% no volume nominal de crédito para pessoas físicas. Esses dois indicadores levam em consideração a comparação entre o terceiro trimestre deste ano com igual período em 2006.

O aquecimento da demanda interna pode ser medido também pelo ritmo das importações de bens e serviços, que aumentou 20,4% em relação ao período de julho a setembro de 2006. Por outro lado, as exportações de bens e serviços cresceram apenas 1,8%. Esse comportamento vem sendo verificado desde o primeiro trimestre de 2006.

O PIB vem crescendo há 23 trimestres consecutivos, desde o primeiro de 2002. Os números divulgados nesta quarta-feira apontam expansão de 5,7% em relação ao terceiro trimestre, e de 1,7%, se comparado ao segundo trimestre deste ano.

O incremento no trimestre, em relação ao mesmo período imediatamente anterior, é o maior desde o terceiro trimestre do ano passado (1,8%). Na comparação ano a ano, entre trimestres, é o maior crescimento desde o segundo trimestre de 2004 (7,8%).

O PIB brasileiro crescerá 5% ao longo de 2007 caso o índice do quarto trimestre tenha expansão de 4,3% sobre 2006, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Caso o PIB dos últimos três meses de 2007 apresente incremento de 6,2%, o índice terá aumento de 5,5% em 2007.

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