PIB do Amazonas totaliza R$ 26,16 bilhões no terceiro trimestre

O Produto Interno Bruto do Amazonas totalizou R$ 26,16 bilhões no terceiro trimestre de 2019, o que equivale a um crescimento bruto de 6,06% na comparação com o mesmo período de 2018. Em relação ao segundo trimestre deste ano (R$ 25,507 bilhões), a soma dos bens e serviços produzidos no Estado registrou incremento de 2,58%. 

Descontada a inflação do IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), os aumentos nominal e real apresentados pelo PIB amazonense foram de 3,07% e de 2,31%, respectivamente. Os números foram divulgados pela Sedecti (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação), nesta segunda (9), com base nos dados do IBGE.

Os números do Amazonas ficaram bem acima da média nacional. O PIB brasileiro avançou 0,6% na comparação do terceiro com o segundo trimestre de 2019. Em relação a igual período de 2018, o crescimento foi de 1,2%. Em valores correntes, alcançou R$ 1,842, sendo R$ 1,58 trilhão referentes ao valor adicionado e R$ 259,70 bilhões a impostos sobre produtos líquidos de subsídios. 

O setor de serviços teve participação de 52% no PIB do Estado no terceiro trimestre de 2019, totalizando R$ 13,55 bilhões, um crescimento de 7,18% em relação a igual período de 2018 e de 6,47% frente ao trimestre anterior. O desempenho foi puxado pelo comércio varejista. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, realizada pelo IBGE, o subsetor avançou 8,46% no volume de vendas e 11,22% na receita nominal (que não leva em conta a inflação) frente ao terceiro trimestre de 2018.

Indústria em recuperação

Em segundo lugar no ranking, o setor da Indústria contribuiu com R$ 7,73 bilhões para o resultado do terceiro trimestre, representando uma participação de 29,53% no PIB estadual. O crescimento foi de 5,54% no confronto com o terceiro trimestre de 2018. O subsetor que contribui mais foi a indústria de transformação, que representa 80% da manufatura amazonense. Cresceu 7,48% na comparação com igual período de 2018.

As atividades que impulsionaram o crescimento do setor industrial amazonense, com a maior expansão no volume de produção no terceiro trimestre, foram: fabricação de máquinas e equipamentos, com 62,37%; fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 57,60%; e fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com 16,66%, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.

“É um sinal de que a economia brasileira está se recuperando. Quando as coisas melhoram para o país, somos os primeiros a sentir essa mudança, porque produzimos prioritariamente para abastecer o mercado interno. Eletroeletrônicos, duas rodas, entre outros segmentos foram bem neste ano. No próximo dia 13, as fábricas entram em férias coletivas e só devem retornar no dia 5. Esperamos que 2020 traga resultados positivos também. Vamos aguardar”, declarou o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo. 

Interiorização econômica

Já a agropecuária foi o setor que mais cresceu no comparativo entre o terceiro trimestre de 2018 (R$ 1,73 bilhões) e o terceiro trimestre de 2019 (R$ 1,89 bilhão): 9,52%. Na comparação com o período de abril a junho (R$ 1,84 bilhão), a elevação foi de 8,78%. O resultado impulsionado principalmente pela expansão na produção de arroz (+19%), milho (+47%) e, principalmente, mandioca (+58,11%).

“Essa liderança da agropecuária em termos percentuais no crescimento no PIB confirma a tendência de incremento da atividade rural em nosso Estado e isso é muito bem-vindo, porque é sinônimo de maior interiorização e diversificação da nossa economia”, comemorou o presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço.

Diversificação e potencialidades

Indagado pelo Jornal do Commercio a respeito dos números, o titular da Sedecti, Jório Veiga, avalia que os resultados mais recentes apontam para o fortalecimento da economia amazonense e sinalizam um cenário mais promissor para os planos do governo estadual em torno da diversificação da pauta econômica no Amazonas, a partir de suas potencialidades, a partir de 2020.

“Os resultados do PIB refletem as variações da economia ao longo do ano, mas são um bom sinalizador para o próximo ano, quando o Governo do Estado estará implementando projetos de expansão econômica em setores promissores como energia, mineração e bionegócios, associados ao fortalecimento do PIM”, finalizou.

 

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