28 de junho de 2022
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PIB da China desacelera para 10,3% no 2º trimestre

A freada no crescimento ocorreu pela diminuição gradual dos gastos públicos de estímulo e controle sobre empréstimos bancários

O crescimento econômico da China desacelerou no segundo trimestre de 2010, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, na medida em que os gastos públicos de estímulo continuaram a diminuir gradualmente e a economia começou a sentir os efeitos dos controles sobre os empréstimos bancários e a especulação imobiliária.
O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 10,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, comparado a uma taxa de 11,9% no primeiro trimestre, informou o Escritório Nacional de Estatísticas. A amplitude da desaceleração ultrapassou ligeiramente as expectativas do mercado, que se centravam num crescimento de 10,5% no segundo trimestre.
Os dados de inflação para o mês de junho também vieram significativamente mais baixos do que o esperado, o que provavelmente significará menos urgência para elevar os juros ou adotar outras medidas de contenção no futuro próximo.
O desempenho econômico da China é observado com atenção em todo o mundo, em meio aos sinais de que o enfraquecimento da recuperação nas economias dos EUA e da Europa pode estar comprometendo o crescimento global. Com a China reprimindo a especulação imobiliária, ao mesmo tempo em que outras economias lutam para sustentar o crescimento, muitos investidores temem o risco de uma desaceleração mais profunda nos próximos meses. “Todos nós achamos que vamos ver dados mais fracos da China de agora em diante”, disse Jinny Yan, economista do banco Standard Chartered. “Mas não sejamos muito pessimistas; os indutores fundamentais de crescimento para a China ainda estão em funcionamento.”
Nos próximos meses, as exportações da China podem começar a sentir o impacto da crise da dívida na zona do euro, e muitos analistas acham que as restrições do governo sobre a compra de casas levarão a uma desaceleração adicional no setor de construção, que tem sido um indutor importante para o crescimento chinês.
O índice de preços ao consumidor da China subiu 2,9% em junho, abaixo dos 3,1% de maio e significativamente abaixo da expectativa dos economistas, que era de um aumento de 3,3%. O índice de preços ao produtor teve alta de 6,4% no mês passado, menos do que os 7,1% de maio e do que a previsão dos economistas, de 6,8%.
Num comunicado, o Escritório Nacional de Estatísticas disse que Pequim vai manter sua postura atual de um política fiscal ativa e uma política monetária moderadamente frouxa. O ambiente doméstico e internacional para o crescimento ainda é complexo, e há muitos desafios para a recuperação econômica, diz o comunicado.
Outros dados publicados nesta quinta-feira foram consistentes com uma desaceleração geral da atividade. A produção industrial cresceu 13,7% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, abaixo dos 16,5% de maio e dos 14,9% esperados pelos economistas. O investimento em ativos fixos nas áreas urbanas aumentou 25,5% no período janeiro-junho, menos do que a taxa de 25,9% apurada no período janeiro-maio. Os economistas esperavam aumento de 25,2%.

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