Pharmakos tem produtos apreendidos pela Anvisa e PF

Uma ação da Polícia Federal e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apreendeu na tarde de ontem, medicamentos e cosméticos da empresa Pharmakos, instalada no Dimpe (Distrito Industrial de Micro e Pequenas Empresas de Manaus).
De acordo com o delegado da Polícia Federal do Amazonas, Mauro de Ávila Martins, tanto o órgão quanto a Anvisa encontraram irregularidades nos produtos, sendo a principal delas a falta do registro da Vigilância sanitária. “É um crime inafiançável e a pena pode ser de dez a 15 anos de prisão. A venda de medicamentos sem registros é criminosa, pois o uso desses produtos que não são licenciados pode causar alergias no usuário e, em alguns casos, levar à morte”, comentou. “Até o momento não foram apresentados documentos que atestem a legalidade de todos os produtos encontrados sem registros. Tudo tem que ser feito de maneira formal para que o caso possa ser decidido da melhor forma possível”, completou.
A presença do registro nesse tipo de produtos indica a qualidade, segurança e eficácia dos mesmos. Entre os produtos apreendidos estavam calmantes, relaxantes, xaropes e pomadas para queimaduras encontrados na sede da fábrica.
Conforme o chefe de inteligência da Anvisa, Adilson Bezerra, a importância de uma operação como essa se caracteriza por explicar à população a necessidade de sempre consultar um farmacêutico antes do uso de qualquer medicamento. Bezerra ainda explicou que a Vigilância Sanitária ainda está buscando uma resolução executiva para que os produtos sejam retirados do mercado.
O advogado da empresa Pharmakos, Marcos Palheta, informou que tais produtos não estão sendo comercializados e que a mesma tem totais condições de funcionar normalmente. “É uma empresa com várias premiações, já foi tema de documentários e os produtos levam e tornam a marca conhecida em vários Estados brasileiros”, destacou.
Ainda segundo Palheta, há aproximadamente um mês, a Pharmakos inaugurou a sede no Dimpe e na ocasião estavam presentes várias autoridades governamentais e também representantes da Anvisa. “Como é que um órgão pode inaugurar uma empresa sabendo que ela não está cumprindo com suas obrigações? Já temos oito anos de tradição no mercado e só agora apontam irregularidades nos produtos? Isso não é possível”, avaliou o advogado.

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