PF recebe computadores e um pendrive

O delegado Sérgio Menezes, da PF, responsável pelo inquérito que investiga o vazamento de informações sigilosas da Casa Civil, recebeu mais seis computadores de mesa e um pendrive enviados pela equipe da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

No pendrive estariam os dados já digitalizados referentes às despesas com cartões corporativos e contas B levantadas para um banco de dados.
A PF investiga o vazamento de informações sigilosas da Casa Civil que deu origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e sua equipe.
A reportagem apurou que os computadores e o pendrive eram utilizados por seis servidores da Casa Civil responsáveis pela realização do banco de dados. O material vai ser periciado na Superintendência da Polícia Federal de Brasília.
O ministro Tarso Genro (Justiça), ao ser questionado sobre as investigações coordenadas por Menezes, disse apenas que elas segui-am o curso normal. Ele não quis comentar sobre as investigações mais recentes.
No último dia 8, a PF apreendeu seis computadores para realizar perícia nas máquinas. Dos seis equipamentos, apenas um era de mesa. Os demais são notebooks utilizados por funcionários do órgão.
Além dos computadores, a PF também reuniu informações na Casa Civil sobre o banco de dados com informações de gastos do governo tucano com os cartões corporativos e as contas B -como as senhas utilizadas por cada servidor para o ingresso no sistema de informações do órgão.
A PF não pediu autorização judicial para a apreensão dos computadores porque a Casa Civil permitiu que as máquinas fossem retiradas.
O diretor-geral em exercício da Polícia Federal, Romero Luciano Lucena de Menezes, foi quem determinou a abertura de um inquérito para apurar o vazamento do dossiê.
Para justificar a necessidade de investigar o vazamento, Dilma disse que há a possibilidade de crime de violação de sigilo funcional. O Palácio do Planalto quer que a PF investigue quem vazou os dados e quem invadiu os computadores da Casa Civil, mas não deseja apuração sobre eventual motivação política do governo para elaborar o dossiê a fim de intimidar a oposição na CPI dos Cartões.
Dilma não descarta que os computadores da Casa Civil tenham sido invadidos por um “espião de crachá” -que teria reunido os dados contra tucanos que estão no suposto dossiê. Ela reconheceu, porém, que o vazamento pode também ter sido provocado por um funcionário da Casa Civil com acesso aos gastos sigilosos do governo com cartões corporativos.

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