Petróleo bate recorde apesar do aumento de estoque nos EUA

Ainda assim, a commodity bateu novo recorde durante a sessão de ontem. Às 14h46 (em Brasília), o contrato do barril do petróleo cru para entrega em novembro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 87,94, alta de 0,33%, sobre o recorde do fechamento de anteontem, a US$ 87,61. Ontem, no entanto, a commodity já foi negociada (também para entrega em novembro) a US$ 89,00.

A crescente tensão entre a Turquia e o Iraque e as previsões de uma elevada demanda até o final deste ano e ao longo de 2008 seguem a pressionar o preço do barril do petróleo.

Segundo informou o De-partamento de Energia dos EUA, na quarta-feira, o estoque de petróleo -com o aumento de 0,6%- está acima da média para esta época do ano. Na semana anterior, as reservas eram de 320,1 mi-lhões de barris, o que representa 4% a menos do que um ano antes.

No que se refere aos estoques de gasolina, o relatório revela um aumento de 2,8 milhões de barris (1,5%), para 195,8 milhões, frente aos 193 milhões da semana precedente.

As reservas de gasóleo de calefação subiram em 1 milhão de barris, para 136,3 milhões de barris frente aos 135,3 milhões de barris da semana anterior.

Estes números excluem as Reservas Estratégicas de Petróleo do governo dos EUA, que contam com 693,3 milhões de barris, frente aos 692,8 milhões de barris da semana anterior.

O total de reservas de petróleo e produtos refinados nos EUA, incluindo as Reservas Estratégicas, alcançou na semana passada 1,7169 bilhões de barris, frente aos 1,7138 bilhões de barris da semana anterior.

Petróleo vai continuar caro

No dia em que o preço do petróleo atingiu um novo recorde e fechou a US$ 87,61 em Nova York, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou que a época de preços baixos do produto acabou.

Tensão entre Turquia e Iraque influencia na alta do barril

Na terça-feira, Gabrielli ressaltou que não estava se referindo à oscilação de preços nos últimos dias, mas que o cenário até 2020 é de instabilidade e preços altos.

O preço do barril está em trajetória de alta influenciado pela tensão entre a Turquia e o Iraque e pela expectativa em torno da divulgação de dados sobre os estoques do produto.

Ajustado pela inflação, o preço chega perto da marca de US$ 90,46, registrada em 1980, ano seguinte à Revolução Iraniana.
Para Gabrielli, no Brasil, a apreciação do real compensou os efeitos da alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Os preços da gasolina não são reajustados desde 2005.

“A valorização do real é suficiente para compensar as variações do preço do petróleo. Quando anunciamos a auto-suficiência, uma das grandes vantagens era ter garantia de suprimento independentemente das crises de curto prazo no mercado internacional. Só neste ano o preço do petróleo no mercado internacional subiu 40% e isso não teve impacto sobre a economia brasileira”.

Durante palestra sobre bioenergia em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio, o presidente da Petrobras ressaltou que o mercado de petróleo não aponta para queda de preço.

“A instabilidade política e os conflitos bélicos tenderão a se tornar mais importantes”, disse. Segundo Gabrielli, as perspectivas de novas explorações são em áreas mais caras e com custos mais altos.

Novas fontes

A matriz energética, no que se refere a petróleo, carvão e gás natural, não deve sofrer grandes alterações até. Atualmente, essas três fontes representam cerca de um terço da matriz.

Na visão da Petrobras, os biocombustíveis tendem a ganhar espaço cada vez mais em um cenário de busca de alternativas módicas, com impactos menores sobre o custo de produção para assegurar o suprimento de energia.

O álcool poderia ser a solução para o setor de transportes, de acordo com Gabrielli.

Em 1971, o setor de transportes representa

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