Petrobras vai gerar impacto de US$ 91 bi

Luciano Coutinho disse que Brasil pode crescer mais por ter estrutura industrial com base de produção

Os investimentos da Petrobras já se traduziram e ainda vão gerar um impacto indireto de, pelo menos, US$ 91 bilhões no restante da cadeia produtiva nacional entre 2009 e 2012, aponta estudo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgado esta semana. Nesse período, a estatal investiu e aportará US$ 112 bilhões ao todo.
Inédito, o levantamento considera que os investimentos diretos da estatal e os realizados por fornecedores para atender as encomendas da companhia vão assegurar um acréscimo de US$ 202 bilhões na produção nacional de bens e serviços.
O maior impacto indireto será no setor de serviços (comércio, transporte e outros), que produzirá US$ 34 bilhões a mais somente por conta da demanda da Petrobras. Em relação ao efeito direto das encomendas da estatal, o maior volume será direcionado ao setor de máquinas e equipamentos: US$ 43 bilhões.
Os dados consideram tanto os investimentos para desenvolver a produção do pré-sal -que tendem a se acelerar mais após 2012- como os demais projetos da estatal nas áreas de exploração e produção, gás e energia, refino, entre outros.
Para Luciano Coutinho, presidente do BNDES, o Brasil não pode ser apenas um comprador de equipamentos e um exportador de petróleo bruto, modelo adotado por países que possuem grandes reservas de óleo e gás.
Para o executivo, por já possuir uma forte estrutura industrial estabelecida no país, o Brasil tem de “desenvolver uma grande base de produção” doméstica. “Temos de promover uma grande cadeia de fornecimento no Brasil”, disse.
O presidente do BNDES disse que “não seria inteligente” para o Brasil importar apenas os equipamentos necessários para o pré-sal e vender óleo cru, sem desenvolver uma indústria de apoio às atividades de petróleo forte no país.
Coutinho lembra que 22% desses investimentos correspondem a projetos ligados à exploração e produção de petróleo na camada pré-sal e, por isso, ainda estão subestimados. Já o segmento de máquinas e equipamentos é o que vai receber mais recursos diretos, mas, aplicação dessa cifra vai proporcionar um efeito indireto mais modesto, de US$ 8,3 bilhões. “A escala do investimento é muito grande, temos uma base que vai precisar de mais siderurgia, com mais chapa grossa, de mais insumos para siderurgia, vai precisar de mais ferrovias, estaleiros, mais equipamentos”, explicou. Segundo o presidente do BNDES, promover o desenvolvimento dessa grande cadeia produtiva é um desafio, porque não seria “inteligente” para o Brasil optar por um modelo de país exportador, que apenas vende o petróleo, sem promover o crescimento da indústria local.

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