Pesquisador do Mamirauá diz que manejo do jacaré não foi liberado

Durante a audiência pública realizada no auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa, com a discussão sobre o manejo do jacaré no Amazonas, o pesquisador do Instituto Mamirauá, Robson Monteiro, responsável pelo programa de manejo dessa espécie, deixou claro que esse trabalho não foi liberado e o que vem sendo feito são experimentos de forma controlada pelo Instituto e limitado em uma unidade de conservação no Estado com alguns requisitos básicos.
Para ele, é preciso que seja feito um estudo mais aprofundado sobre a questão para se buscar mais informações. O instituto já realizou três abates desse réptil sendo o primeiro em 2004 quando foram abatidos cerca de 60 animais com o objetivo de fazer pesquisa.
Em agosto de 2006, foram abatidos mais 250 jacarés quando foram aproveitadas mais de 150 peles e cerca de 4 toneladas de carne, contudo,os comunitários levaram mais de um ano e meio para receber o dinheiro correspondente à venda das peles, pois a carne não foi comercializada com sucesso. Em 2008, aconteceu outro abate, mas basicamente com o objetivo de desenvolver pesquisa sobre a comercialização, pois existe um conjunto de normas e leis que dificultam o avanço dessas alternativas, assinalou.
Nesse último abate, foram utilizados 257 jacarés dos quais 253 da espécie açu medindo entre 1,60m e 3,20 e desses 253, somente foram aproveitadas 225 peles e a carne correspondente de 203 animais três toneladas que ainda não foram comercializadas. As peles estão armazenadas no Instituto, pois a crise mundial dificulta a comercialização.
De acordo com o pesquisador a cobrança em torno dessa questão é muito grande e o máximo que pode dizer para os comunitários, se vai haver ainda novos abates? o que eles têm que fazer? e o que está faltando? é que não sabe com sinceridade, porque a situação é complicada. Há uma grande falta de informação em torno desse manejo difertente do que ocorre com o pirarucu.
Robson afirmou que eles trabalham em duas reservas a de Mamirauá e a Amanã onde desenvolve esse trabalho. Contudo, afirma, os comunitários não estão reconhecendo a realidade que é muito complicada. Por isso, é necessário esse tipo de espaço para que se discuta a questão com as autoridades e órgãos governamentais em busca de resultados.

Indignação ao Ibama

O deputado Walzenir Falcão (PTB) ao fazer seu discurso na abertura da audiência mostrou-se indignado com a posição da Ibama quando tenta emperrar a liberação de mais duas parcelas do seguro-defeso da pesca. Dinheiro esse que seria de grande ajuda para os pescadores que estão com problemas devido a grande enchente que assola a região Norte do país.
Segundo Walzenir, a Fepesca (Federação dos Pescadores) mobilizou a CNP (Confederação Nacional dos Pescadores) e a Frente Parlamentar Suprapar-tidária da Pesca no Congresso Nacional e juntos, conseguiram sensibilizar o presidente Lula, para em forma de diminuir os prejuízos da seca autorizar o pagamento de mais duas parcelas do seguro-desemprego do defeso. A mesma situação ocorre agora, mas de forma inversa que esbarra na decisão do Ibama em não querer liberar o pagamento o que para ele é um absurdo.
Já a deputada Vanessa Grazziotin elogiou a organização dos pescadores que vêm lutando a cada dia por seus direitos, principalmente, o deputado Walzenir Falcão que não tem medido esforços em conseguir melhorias para a categoria nas reuniões que ocorrem nas comissões da Câmara dos Deputado, em Brasília. Uma delas a de estender em mais duas parcelas do seguro-defeso aos pescadores.

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