Pesquisa presente e forte na Amazônia

A biodiversidade é a maior riqueza da Amazônia. Novas espécies de plantas e animais, tratamentos de doenças e fontes de prevenção são descobertos o tempo todo. Isso só é possível porque existem instituições que se dedicam integralmente à pesquisa com objetivo único de desvendar os mistérios da região. Algumas ligadas ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e outras a partir da iniciativa privada, o Jornal do Commércio listou alguns dos espaços que mais se destacam no Amazonas.
Localizada em uma área cercada do caos urbano, engana-se quem pensa que o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) se resume ao Bosque da Ciência. Além de abrigar ariranhas, peixes-bois e as mais variadas espécies de árvores e insetos, o local também abriga pesquisadores de todos os lugares do planeta. É o caso do ornitólogo e pesquisador americano Mario Cohn-Haft, que revela sempre sonhou pesquisar a região. “Uma infinidade de pesquisas é realizada aqui e a natureza responde com outra infinidade de maneiras positivas a serem agregadas ao nosso cotidiano”, destaca.
Criado em 1952 e implementado em 1954, o Inpa realiza estudos científicos do meio físico e das condições de vida da região amazônica para promover o bem-estar humano e o desenvolvimento sócio-econômico regional. Atualmente, o instituto é referência mundial em Biologia Tropical.
Os primeiros anos foram caracterizados por pesquisas, levantamentos e inventários de fauna e de flora. “Hoje, o maior desafio do Inpa é expandir de forma sustentável o uso dos recursos naturais da Amazônia”, diz Cohn-Half.
Para cumprir o desafio, o Instituto possui as coordenações gerais de Capacitação, Administração, Ações Estratégicas, Extensão, e quatro Coordenações de Pesquisas atuando nos seguintes focos: Dinâmica Ambiental;Sociedade, Ambiente e Saúde; Tecnologia e Inovação e Biodiversidade. O Inpa ainda possui três núcleos de pesquisas localizados nos Estados do Acre, Roraima e Rondônia.
O Instituto Mamirauá tem, entre suas atividades, a meta de acompanhar o comportamento de felinos durante a cheia e reabilitar peixes-boi. A sede está localizada no município de Tefé (localizado a 522 quilômetros de Manaus). No meio da Floresta Amazônica, os pesquisadores desenvolvem atividades através de programas de pesquisa, manejo e assessoria técnica nas áreas das Reservas Mamirauá e Amanã. Juntas, estas reservas somam uma área de 3.474.000 hectares. O instituto foi criado em abril de 1999.
De acordo com a coordenadora de pesquisa, Maria Cecilia Rosinski Lima Gomes, o Nits (Núcleo de Inovação e Tecnologias Sustentáveis) oferece condições para o desenvolvimento dos experimentos propostos pelas diversas pesquisas tecnológicas do Instituto. “A atuação do Nits tem se fortalecido por meio de parcerias entre o Mamirauá e outras unidades de pesquisa nacionais, instituições de ensino e também com outros centros de desenvolvimento tecnológico do país”, adianta a representante. O Nits está estruturado em três eixos temáticos: tecnologias sociais para a qualidade de vida, tecnologias para a produção sustentável e desenvolvimento de novos produtos.

Tecnologia e saúde

A Fiocruz da Amazônia é uma instituição com 115 anos de existência e está presente na região desde a década de 1990. Em Manaus, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz na Amazônia desde 1994. A entidade também mantém um escritório em Rondônia. Um dos principais objetivos é o desenvolvimento de pesquisas na área de saúde. Recentemente, dois pesquisadores do instituto chamaram a atenção da sociedade. Primeiro o diretor, Sérgio Luz, que desenvolveu um método de combate à dengue que usa o próprio mosquito transmissor para impedir a multiplicação da doença. E a pesquisadora, Patrícia Orlandi, que identificou um novo vírus, o Circular Gymino Virus, que pode levar crianças à morte. A atuação da Fiocruz busca integrar pesquisa, educação e ações de saúde pública.
Criado em 2012, o Sansung Ocean é fruto da parceria da Samsung com a UEA (Universidade do Estado do Amazonas). Com destaque internacional, a instituição desenvolve jogos e aplicativos para celulares na capital amazonense que são vendidos para outros países. O coordenador de sistema de informação e desenvolvimento e de jogos eletrônicos da UEA, Jucimar Maia da Silva, garante que a iniciativa tem transformado universitários e pesquisadores. “É preciso desmistificar a ideia de que o segmento tecnológico tem que ser, necessariamente, ligado a um setor dentro de determinada empresa, mas que é possível se auto sustentar”, comenta o professor.
O Samsung Ocean está localizado na av. Darcy Vargas, nº 1.200 -Chapada e é um centro de treinamento e capacitação para a criação de soluções móveis, voltado para universitários, desenvolvedores e aspirantes. No local, são oferecidos cursos livres (aulas com duração de 4 horas) e intensivos (cursos semestrais com 200 horas de carga horária).

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