Pesquisa pnad Covid avalia impacto da pandemia no mercado de trabalho

A crise gerada pelo novo coronavírus levou o IBGE a criar uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em parceria com o Ministério da Saúde: a PNAD Covid. A coleta de dados já começou a ser efetuada nesta segunda (4). A sondagem será realizada por telefone e vai detalhar os impactos do trabalho no cotidiano das pessoas e no mercado de trabalho. As divulgações serão semanais (nacional) e mensais (regional).

No Amazonas, serão entrevistadas, em média, 4.400 pessoas por mês e 1.100 por semana. A maior parte dos dados virá de Manaus, com 2.442 entrevista por mês e 610 durante a semana. Em torno de 2.000 mil agentes de pesquisa do IBGE já começaram a ligar para 193,6 mil domicílios distribuídos em 3.364 cidades de todo o país. A prospecção dos dados no Estado será feita por 60 profissionais do instituto federal. 

“O objetivo é obter informações associadas aos sintomas da Covid-19 e as providências tomadas. Adicionalmente, pretendemos monitorar as transformações do mercado de trabalho. Outra coisa bastante importante a ser verificada são as características de renda no domicílio, para termos uma noção dos impactos da pandemia nas condições das famílias e na economia do país”, salientou o coordenador da pesquisa do IBGE no Amazonas, Tiago Almudi.

A sondagem vai revelar a quantidade de pessoas que tiveram os sintomas de Covid-19, bem como a parcela da população que procurou atendimento, em quais tipos de estabelecimentos de saúde buscou, e como foram tratados. Nos casos de internação, será possível saber também se o paciente foi sedado, intubado ou colocado em respiração artificial com ventilador. Já nas situações em que não houve deslocamento até uma unidade de saúde, será perguntado se os moradores receberam, por exemplo, a visita de um profissional de saúde na residência ou se tomaram algum remédio com ou sem orientação médica.

A PNAD Covid também vai abordar questões sobre a prática de home office, os motivos que impediram a busca por emprego e os rendimentos obtidos pelas famílias. Os primeiros resultados têm divulgação prevista ainda neste mês. “Nosso cronograma de coleta vai depender da extensão da pandemia, mas planejamos divulgar os resultados semanalmente, às sextas-feiras”, ressaltou a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Maria Lucia Vieira, no texto distribuído pelo instituto federal à imprensa. 

Vácuo tecnológico

No Amazonas, um dos gargalos potenciais para o levantamento vem do fato de que 11,5% dos amazonenses não contam com acesso a redes de telefonia celular e apenas 8,8% dispõem de telefones fixos em suas residências, conforme pesquisa divulgada pelo mesmo IBGE, na semana passada. Segundo o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, o problema já foi contornado.

“É por isso que os dados da PNAD Contínua serão fundamentais, já que resgataremos os dados com os domicílios que têm celular. O recorte do levantamento será justamente o da renda, embora a doença atinja todas as camadas socioeconômicas. A amostra já foi levantada em outras pesquisas anteriores e será suficiente para sustentar o atual trabalho e evitar distorções”, garantiu.

Identidade e sigilo

As entrevistas duram aproximadamente 10 minutos e os moradores que receberem o telefonema podem confirmar a identidade dos agentes de coleta por meio do site “Respondendo ao IBGE” (respondendo.ibge.gov.br), informando matrícula, RG ou CPF do entrevistador. Os moradores também podem ligar no 0800 721 8181 ou (92) 3306 2000, para ter certeza de que a pessoa que está ligando pertence ao instituto federal.

As informações coletadas têm confidencialidade garantida pela lei nº 5534/1968, que trata do sigilo da informação e garante que os dados só podem ser utilizados para fins estatísticos. “[Os dados] são utilizados unicamente de forma estatística e agregada, sem identificação de nenhum deles. Também não são entregues para nenhum outro órgão e seguem os princípios fundamentais das estatísticas oficiais da ONU”, concluiu Maria Lucia Vieira.

Fonte: Marco Dassori

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