20 de abril de 2021

Pesquisa mostra que maioria dos trabalhadores não tem medo de perder o emprego

O Índice de Medo do Desemprego, medido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgado ontem, cresceu apenas 0,4% sobre março passado, quando atingiu o menor índice desde o início da pesquisa, em 1996

O trabalhador brasileiro manteve a confiança na manutenção de seu emprego, em junho. O Índice de Medo do Desemprego, medido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgado ontem, cresceu apenas 0,4% sobre março passado, quando atingiu o menor índice desde o início da pesquisa, em 1996. O levantamento é trimestral.
Segundo a CNI, o índice em junho último ficou em 82,3 pontos, sobre uma base de 100 pontos, quando em março passado atingiu 82 pontos. Quanto menor a pontuação, maior a confiança na preservação do emprego. O temor do desemprego chegou ao pico em maio de 1999, quando o índice atingiu 119 pontos.“O índice no mês de junho denota grande segurança no emprego, uma vez que manteve-se muito próximo do piso histórico, registrado em março”, destacou a entidade, por meio de texto distribuído à imprensa.
A pesquisa revela que 53% das 2.002 pessoas ouvidas pelo Ibope entre 18 e 21 de junho afirmaram não estar com medo do desemprego, mesmo porcentual registrado em março. A proporção dos entrevistados que disseram estar com pouco medo do desemprego recuou de 32% em março para 30% no mês passado.
Quem disse estar com muito medo do desemprego, de acordo com o levantamento da CNI, representou 16% do universo de trabalhadores pesquisados no mês de junho, praticamente a mesma participação de março, quando atingira 15%.
De acordo com o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a segurança em relação ao emprego alimenta as expectativas de que os trabalhadores vão continuar consumindo. “O trabalhador sente segurança de que a sua renda será mantida”, disse Azevedo.

Maior formalização

Para o economista, os números refletem o aumento da formalização do emprego e o crescimento da atividade econômica, que tem gerado mais investimentos. Azevedo, no entanto, avaliou que o índice deve permanecer estável por algum tempo em torno do piso histórico registrado em março passado (em 82 pontos).

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