Pesquisa identifica perfil do turista no Estado do Rio Grande do Sul

A performance do turismo no Rio Grande do Sul ganha mais um aliado. O Sebrae/RS realizou uma pesquisa de identificação do perfil do visitante nas regiões atendidas pela instituição: Campos de Cima da Serra, Costa Doce, Hortênsias, Litoral Norte, Missões, Pampa Gaúcho e Uva e Vinho. A apuração, realizada por meio do Programa Setorial de Turismo, compreendeu períodos de alta e baixa temporada no ano passado.
A mostra total é baseada nas informações de 1.500 questionários, nos períodos com maior visitação, e 816 nas temporadas menos procuradas. “Conhecer o turista é indispensável para um destino se tornar competitivo frente aos desafios atuais. A partir deste trabalho, os empreendedores do setor poderão adequar seus produtos e serviços de acordo com o perfil e as expectativas dos clientes”, explicou o técnico setorial de Comércio do Serviço do Sebrae/RS, Cássio Barcellos Falkembach.
A pesquisa teve como objetivos, entre outros, conhecer o estilo de vida do visitante, identificar hábitos relacionados ao lazer em geral, costumes em relação a viagens, origens e destinos dos turistas em cada região e avaliar a percepção dos visitantes sobre os serviços que encontraram no Estado.
Conforme a apuração, tanto na alta quanto na baixa temporada predominam o próprio gaúcho como principal cliente do setor. De outros estados, destacam-se entre os visitantes os catarinenses e os paulistas, seguidos pelos cariocas e paranaenses.
Os dados gerais também demonstram que 65,50% dos entrevistados optam por viajar na alta temporada. Quanto a classificação por sexo observou-se que 52% dos homens preferem fazer turismo na baixa temporada e o estado civil que predomina nesta época do ano são pessoas casadas ou com companheiro(a): 57,2%. Grande parte dos que optam por esse período, que são 56,70%, não tem filhos.
Vale destacar que a faixa etária que predominou nas respostas ficou entre 41 e 50 anos (25,20%), sendo que 32,8% possuem curso superior completo e 27,6% são trabalhadores com registro em carteira. A renda familiar predominante gira entre R$ 2.012,01 a R$ 3.479,00. “O item de lazer de maior preferência mais citado por 78,2% dos entrevistados foi viajar, sendo esta a opção de lazer em primeiro lugar para 58%”, relata Falkembach. A permanência em cada destino visitado é, em média, de 6,9 dias.
Por conta disso, Falkembach chama a atenção para a necessidade de melhorias no setor apontadas pelos entrevistados na baixa temporada. Os visitantes elencaram a redução do valor do pedágio; qualificação de acessos e estradas; disponibilidade de comidas e artesanato típicos; opções de atrativos à noite; banheiros públicos em condições adequadas para o uso; calçadas apropriadas; comércio noturno; ampliação da divulgação dos atrativos; melhoria em infra-estrutura, como estações de tratamento de esgotos, iluminação; limpeza; segurança e sinalização.
Na alta temporada invertem-se alguns dados, conforme a pesquisa. 54,30% das mulheres optam por este período – compreendido nos meses de janeiro, julho e novembro – para fazer turismo, por exemplo. A faixa etária também difere e do total das entrevistadas a maior concentração, 22,4%, ficou entre 31 e 40 anos. Um pouco abaixo da masculina.

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