Pesquisa destaca coleta seletiva no interior

O exercício da cidadania ocorre de várias formas. Uma delas é por meio do reaproveitamento dos resíduos sólidos, como garrafas PET, latas, pneus velhos e plásticos em geral, ao invés de jogá-los na natureza. O resultado é a preservação do meio ambiente. O exemplo vem dos municípios de Rio Preto da Eva e Careiro da Várzea (distantes a 80 e 102 km de distância respectivamente), onde 89% dos moradores entrevistados recolhem seus resíduos e os colocam nos locais indicados para coleta pública.

Diferentemente, nos bairros da Glória e São Raimundo, em Manaus, apenas 52% dos moradores fazem o reaproveitamento dos resíduos. Durante a pesquisa, ao todo, foram visitados 200 domicílios localizados próximos de igarapés e de áreas mais elevadas.
As informações foram obtidas durante a pesquisa desenvolvida pelos alunos da Escola Estadual Pedro Silvestre, por meio do projeto de EJA (Educação de Jovens e Adultos). Intitulada “Os resíduos sólidos: um desafio para cidadania”, a pesquisa contou com o financiamento da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas). O projeto foi desenvolvido no âmbito do PCE (Programa Ciência na Escola) sob a coordenação da professora Ana Cláudia Ferreira Olímpio.

Para verificar a relação entre a produção e o destino dos resíduos, os alunos fizeram pesquisa de campo e levantamento bibliográfico. Questionários foram respondidos por moradores residentes às margens do igarapé de São Raimundo (em Manaus), Rio Preto da Eva e Careiro da Várzea.
“Foram analisados o tempo de residência no local, a área de localização (próxima a igarapés), o tipo de recipiente utilizado na separação do lixo, a frequência da coleta domiciliar e grau de informação a respeito dos resíduos sólidos e da coleta seletiva”, explicou .

A pesquisadora atentou para o fato de que o reaproveitamento dos resíduos sólidos ainda representa para muitas famílias a única fonte de renda. O assunto foi abordado durante as discussões sobre gestão sociocultural dos resíduos.
Para sensibilizar os moradores quanto à degradação do meio ambiente e o cuidado com o lixo, os alunos promoveram palestras e um curso básico de transformação desses resíduos em artesanato.
“Houve uma significativa mudança no comportamento dos estudantes, que passaram a evitar jogar lixo nos arredores da escola e de suas residências”, salientou a professora.

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