Pesquisa aponta que o desemprego é cinco vezes maior para os pobres

A taxa de desemprego entre os pobres nas seis principais regiões metropolitanas do país é 5,2 vezes maior do que entre os não pobres, indica estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O estudo foi feito com base na PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE com dados de julho das regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
Segundo o Ipea, a taxa de desemprego entre os pobres (indivíduo com renda per capita familiar abaixo de meio salário mínimo mensal) foi de 23,1% em julho, contra taxa de 4,4% entre os não pobres.
“O risco de quem é pobre estar desempregado é muito maior do que da pessoa não sendo pobres”, ressaltou o presidente do Ipea, Márcio Pochmann. O estudo mostra ainda que, entre julho de 2002 e julho de 2009, a taxa de desemprego entre os pobres passou de 21% para 23,1% (10% maior) enquanto a de não pobres caiu de 6,7% para 4,4% (redução de 34,3%). “Com isso, a desigualdade que separa o desemprego entre trabalhadores pobres e não pobres aumentou 70%”, afirma o comunicado.
Com a crise, porém, há um movimento inverso. A partir de outubro do ano passado, há um aumento maior do desemprego entre os trabalhadores não pobres. A taxa de desemprego desses trabalhadores aumentou 7,3%, enquanto entre os pobres o aumento foi de 6%.
Segundo o Ipea, o aumento da taxa de desemprego entre os pobres está relacionado à queda da pobreza do Brasil. Isso porque, entre março de 2002 e julho de 2009, a quantidade de pobres nas regiões metropolitanas caiu de 18,5 milhões para 14,2 milhões de pessoas. Desses que saíram da condição de pobreza, 72,1% faziam parte da População Economicamente Ativa o que resultou em uma maior concentração de pessoas sem empregos entre os pobres.

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