Peso das tarifas públicas faz o IPC-S subir 0,42%

As tarifas públicas foram as principais responsáveis pela aceleração na taxa do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que subiu 0,42% no indicador até 15 de agosto, ante alta de 0 34% apurada no IPC-S anterior, até 7 de agosto.
Segundo o economista André Braz, da fundação, no período verificado ocorreu o fim da queda nos preços do grupo habitação (de -0,29% para 0,02%), pressionado pelo enfraquecimento na deflação de tarifa elétrica residencial (de -3,72% para -2,43%) e pelo aumento mais intenso em tarifa de telefone residencial (de 1,40% para 1,65%). Braz explica que o preço da tarifa elétrica estava sendo beneficiado, até pouco tempo, pela recente redução no preço da tarifa praticada pela Eletropaulo, em julho. Mas esse efeito começa a perder força, de acordo com o analista. Isso ajudou no término da queda dos preços do grupo Habitação. No caso do telefone, ele lembrou que essa tarifa está sendo puxada por dois efeitos: o aumento autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações e o impacto da mudança na contabilização dos planos, de pulsos para minutos.

Alta deve continuar

O grupo Habitação foi o maior acelerador do IPC-S, mas o grupo Vestuário também ajudou a puxar para cima a taxa do indicador. Neste grupo, a queda de preços passou de -1,24% para -0,53%, com a entrada de uma nova coleção nas lojas.
O IPC-S deve continuar subindo de forma mais intensa, na próxima quadrissemana, que será encerrada em 22 de agosto, de acordo com André Braz. Habitação e Vestuário devem continuar em aceleração. No grupo Alimentação, que teve leve desaceleração na passagem do IPC-S até 7 de agosto para o índice até 15 de agosto (de 1,48% para 1,45%), os preços estão “equilibrados”, mas “não dá para saber em qual sentido os preços vão se dirigir”, segundo ele.

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