Pescadores gastam 50% do seguro para recebê-lo

O defeso da pesca 2007/08 inicia no dia 15 de novembro e até a presente data os pescadores dos municípios de Novo Aripuanã, Boca do Acre e Eirunepé ainda não receberam o seguro-desemprego referente ao defeso 2006/07, o equivalente a quatro parcelas de R$ 380, para cada trabalhador. O deputado Walzenir Falcão (PAN) culpa a superintendência regional da CEF (Caixa Econômica Federal do Amazonas), Delegacia Regional do Trabalho e do escritório local da Seap/PR (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República) de estarem gerando prejuízos financeiros aos profissionais da pesca comercial, por ignorarem as peculiaridades do Estado.
Segundo o parlamentar, que é o presidente da 14ª Comissão de Desenvolvimento do Interior, Agropecuária, Pesca e Abastecimento da Assembléia Legislativa, na quinta-feira, 13, chegaram em Manaus 55 pescadores do município de Carauari, para receber os recursos, em barco fretado, cujo valor a ser pago corresponde a mais da metade das quatro parcelas do benefício no valor de um salário mínimo cada. Os pescadores desembarcaram no porto da Panair, no bairro dos Educandos, zona sul.

Isto está acontecendo, na opinião de Walzenir Falcão, porque a Caixa deixou de cumprir uma meta estabelecida por ela própria, que seria abastecer em dinheiro os bancos correspondentes existentes no interior do Amazonas, ao mesmo tempo em que levariam o dinheiro, cartões eletrônicos e credenciariam as respectivas senhas, como forma de facilitar a vida dos pescadores. “Não dá para acreditar que pessoas que vivem no Amazonas a exemplo do delegado de Trabalho, do superintendente da Caixa e do chefe do escritório local da Seap/PR desconheça a condição singular do Amazonas, o maior Estado brasileiro em extensão territorial e único em que os rios são suas rodovias”, comentou.
O deputado informou ainda que de Carauari, no rio Juruá, até a capital do Estado, de barco, demora praticamente uma semana a viagem e, contabilizando as despesas gerais desse deslocamento, seguramente os trabalhadores vão gastar praticamente a metade do que vão receber”, garantiu Falcão.

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