Perspectiva de inadimplência pela 7ª vez seguida no ano

A perspectiva de inadimplência do consumidor registrou alta de 1% em abril, a sétima elevação consecutiva, atingindo o patamar de 100,5, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado hoje.
Segundo a Serasa, tal comportamento aponta que a atual trajetória de declínio dos índices de inadimplência dos consumidores deve ser revertida a partir dos próximos meses, especialmente durante o segundo semestre de 2010. O indicador procura antever os movimentos cíclicos de inadimplência em um horizonte de seis meses.
De acordo com os economistas da Serasa, o crescimento acelerado do endividamento dos consumidores ao longo dos últimos trimestres e o atual ciclo de aperto monetário (com as recentes elevações da taxa de juros, a Selic), contribuirão para a elevação dos níveis de inadimplência dos consumidores.
Entretanto, o fato do indicador estar ainda ao redor do nível 100 significa que, apesar do horizonte de elevação de juros, a inadimplência do consumidor não deverá registrar níveis mais críticos, “a exemplo do que ocorreu entre final de 2008 e início de 2009, em função dos reflexos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira à época”, ressalta a Serasa.
Já o indicador com a perspectiva de inadimplência das empresas caiu 1,4% em abril de 2010, o décimo segundo recuo mensal consecutivo. Apesar disso, o índice se mantém acima do nível 100, significando que a redução dos níveis da inadimplência empresarial deverá continuar em queda ao longo dos próximos meses, porém de forma bastante gradual.
A expectativa dos economistas da Serasa é de que, com a previsão de expansão da economia brasileira ao longo dos próximos meses, mesmo que em um ritmo mais brando do que o registrado durante o primeiro trimestre de 2010, constitui-se no principal elemento de contribuição à diminuição dos níveis de inadimplência das empresas brasileiras.
“Ou seja, o ciclo de aperto monetário não deverá ser empecilho à manutenção desta trajetória gradual de queda da inadimplência das empresas”, analisam os economistas da Serasa.

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