Perspectiva alvissareira para o comércio em 2020

Qualquer avaliação do desenvolvimento da economia amazonense, nas últimas décadas, não pode prescindir do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) como principal alternativa, pela simples constatação dos efeitos significativos imprimidos na estrutura econômica do estado.

Implantada a partir de 1967, a ZFM tomou forte impulso com o desenvolvimento de comércio de importados, alavancando o Turismo e a partir daí, toda atividade econômica. Decorridos todos esses anos, o terceiro setor vinha apresentando maior participação na formação do PIB em nosso estado.

A partir de 2019, a economia brasileira entrou num processo de desaceleração acentuada em decorrência da Covid-19, levando o País à maior recessão de toda sua história econômica.

Neste quadro recessivo, o terceiro setor foi o mais atingido, com o engessamento de quase a totalidade de suas atividades. Segundo projeções da CNC, o acumulo de prejuízos ultrapassou a casa de R$ 240 bilhões.  Em nosso estado, a situação não foi diferente com o fechamento de vários estabelecimentos e o agravamento com a crise de desemprego.

Ciente da magnitude da situação, o Governo do Estado adotou uma série de medidas, nas quais, destacamos a flexibilização na reabertura das atividades chamadas não essenciais.

Por outro lado, o Governo Federal adotou várias medidas emergenciais no combate à Covid-19, com o objetivo de mitigar a grave crise econômica.

Assim, foram criados os programas que estão sendo implementados: Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, impedimento de novas inscrições nos cadastros de empresas de análise e informações para decisão de crédito, Programa Emergencial de Suporte e Empregos, Pronampe, crédito de 5 bilhões para o setor de Turismo, Programa Emergencial de Acesso ao Crédito e flexibilização das regras trabalhistas durante a pandemia. 

Entrementes, com a flexibilização da reabertura das atividades não essenciais, gerou-se uma expectativa de alento às atividades comerciais e pelos primeiros resultados, verificamos que o volume de vendas apresentado correspondeu às expectativas.

Segundo a última pesquisa do IBGE, o comércio de Manaus, voltou a crescer no mês de maio e registrou a maior alta nas vendas em 20 anos. O volume de vendas no varejo cresceu 13,9% em maio, a maior evolução desde o inicio da série histórica, em janeiro de 2000, mercê da adaptação aos novos modelos de venda, que motivaram esse crescimento. 

Segundo o mesmo IBGE, essa alta foi insuficiente para recuperar o setor das perdas de março e abril, que refletiram os efeitos do isolamento social para o controle da pandemia. Segundo a mesma fonte, no acumulado do ano, o varejo registrou queda de 3,9%.

Segundo os dados coletados, o desempenho do varejo em Manaus foi o segundo melhor em todo País, só ficando atrás de Curitiba, o que nos faz vislumbrar alvissareiras perspectivas para o resto do período.

No pós-pandemia, o Brasil requer ideias criadoras, a partir das reformas estruturantes como a urgente Reforma Tributária, que reduzirá a inominável carga de impostos, a burocracia e o excesso de regulação e aumentará consideravelmente a expansão do crédito, que é condição sine qua non ao fomento do empreendedorismo.

Finalmente, as perspectivas para o nosso estado podem ser resumidas no encontro do titular da Suframa, general Algacir Polsin, onde a tônica foi libertar o nosso estado do “cartorialismo selvagem” – marco regulatório do PPB – através de uma agenda positiva comprometida com o desenvolvimento sustentável de nossa região, com o objetivo de implantar novas matrizes econômicas baseadas no aproveitamento amplo e compartilhado de nossos recursos naturais.

Os caminhos estão traçados, resta-nos darmos as mãos em prol de um outro Amazonas, uma longa batalha reformista, que nos levará de forma incansável e muitas vezes angustiada aos destinos de um grande estado fulcrado no seu desenvolvimento com justiça social.

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