Periferia compra mais a crédito

Entre a população local, as mulheres (67%) demonstraram maior interesse em montar o próprio negócio, além de serem as que levam menos tempo nesse processo (32 dias), segundo o estudo. Por outro lado, as mulheres gastam R$ 230 em média por mês, enquanto os homens pouco mais de R$ 180 em média. As zonas leste e norte respondem por mais de 45% da quantidade de empresas geridas por mulheres e 52% do total de negócios com participação gestora.

Esses dados, na análise da presidente da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Manaus, BPW local (Business and Professional Women), Grace Benayon Zamperlini, mostram a crescente participação da mulher na receita familiar.

Segundo a dirigente, enquanto o mercado de trabalho sob a gerência masculina se reclama estagnado, a força da mulher no segmento de produção de bens e serviços tem despontado como empregadora potente a partir de investimentos maduros principalmente nas zonas periféricas de Manaus.

“As mulheres têm perfil administrativo diferente, pois conseguem com sensibilidade selecionar, motivar e transformar um grupo qualquer em uma equipe coesa. Esse é o diferencial”, asseverou a presidente da BPW.

A opinião da dirigente vai ao encontro com a da sócia-proprietária da Eclipse Películas & Acessórios, Maria de Jesus Cruz, segundo a qual gerenciar sua própria empresa foi resultado da união do útil ao econômico, já que dispunha da mão-de-obra na própria família. “Temos perfil de gestão administrativa diferenciada sim, mas além disso, a maioria das empreendedoras locais já incorporou o pensamento de não querer mais simplesmente ficar em casa, dependendo do salário de um homem para viver”, observou a empresária.

Preferência de compras

A pesquisa da Semdel fez uma relação com a renda e os gastos com transporte, educação e alimentação para estratificar qual o perfil da população local e como se caracteriza os cidadãos inseridos nas classes compreendidas entre média e alta. No entendimento de Cláudio Mattos, a classe média local é a que mais gasta com preponderância na aquisição de eletroeletrônicos.
De acordo com o gerente, o diagnóstico da classe média manauense revelou uma preferência por TVs, som, rádio, freezers, celulares, geladeiras, máquinas de lavar, aparelhos de ar-condicionado, microondas, telefone convencional, automóveis, motos, DVD, empregadas mensalistas, ventiladores e poços artesianos, necessariamente nesta mesma ordem.

Na pesquisa de domicílios, muitos consumidores locais afirmaram abrir mão de um carro ou imóvel próprio por itens como televisores de LCD, som e até mesmo fogão. “Aparelhos de TV em Manaus é um dos bens de consumo que as pessoas tendem a ter mais de um em suas casas. Então aquelas pessoas que abrem mão de uma casa própria ou mesmo de um carro estão expressando a vontade de ter mais uma. Além disso, o carro e a casa são bens mais caros que a TV”, explicou Mattos.

Na análise do economista Artur Henrique Gomes, o manauense em geral é um consumidor ativo, tendo preferência pelo crediário. O especialista lembrou dados parciais dos Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, divulgados mensalmente pela Itaucard, nos quais o faturamento estimado da indústria de cartões de crédito pode ultrapassar o volume de R$ 301 milhões até o fim deste mês no Amazonas, ou seja, mais de 22% em relação ao obtido durante o mesmo período do ano passado.

O mercado de Manaus, disse o consultor, “pode ser considerado o de maior liquidez no país, tendendo a ampliação em poucos anos, porque o setor imobiliário vem concentrando forças na capital e duas grandes redes de shoppings decidiram se instalar em Manaus devido a renda per capita da população. Grande parte desse consumo existe em função das facilidades do crediário e isso pode chegar a um ponto em que poderá haver limitação de acesso a mais crédito ou comprometer o crédito do amazonense”.

O uso de eletroeletrônicos já em desuso em outras regiões, como ventiladores,

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