Pequeno varejo registra expansão de 13,2%, aponta Fecomercio

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Dos sete setores pesquisados, seis apresentaram resultados positivos, e segmentos de lojas de materiais de construção apresentou maior incremento, seguido de farmácias e perfumarias

As vendas no pequeno varejo tiveram alta de 13,2%, em julho, ante o mesmo período de 2007, segundo apurou a PCPV (Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. No acumulado do ano, a alta foi de 9,1%.
O segmento de Lojas de Material de Construção apresentou o maior crescimento de faturamento no mês de julho, 36,2%, em relação ao mesmo período de 2007. No ano, o desempenho fechou com alta de 32%. Este comportamento continua sendo reflexo do aquecimento do setor de construção, além da expansão de crédito.
O segundo melhor resultado da PCPV ficou com as Farmácias e Perfumarias. Apesar de surpreenderem em julho, com alta de 16,6% em relação ao mesmo mês de 2007, no acumulado do ano, se mantém menos expressivo, com crescimento de apenas 1,3%.
O setor de Lojas de Móveis e Decorações alcançou alta de 11,1% na comparação com julho de 2007, e chegaram a 8,3% de elevação em 2008. A tendência é de que as vendas do setor acelerem no médio prazo, devido à expansão do mercado imobiliário.

Vestuário e calçados

Já as lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados tiveram um bom crescimento, apontando alta de 8,7% no contraponto ao mesmo período de 2007 e acumulado de 9,3% no ano. O resultado é reflexo de características desse setor, que é pouco concentrado e vende bens de valor unitário relativamente baixo e de reposição obrigatória.
O segmento de Alimentos e Bebidas mostrou uma alta de 6,6% em julho, na comparação interanual, mas no acumulado do ano apresenta estabilidade (0%). É um quadro crítico, afinal as pequenas mercearias e supermercados não conseguem mostrar uma recuperação verdadeira, A tendência é que a realidade não se altere nos próximos meses.

Autopeças têm menor crescimento

As lojas de Eletroeletrônicos apresentaram alta de 5,1% no faturamento, mediante ao mesmo período de 2007. No ano, os resultados são mais modestos (0,6%). A expectativa é que o segmento continue a crescer, baseado no crédito farto, mas os até agora estão circunscritos às grandes empresas do setor.
O pior desempenho da PCPV continua a ser o das Lojas de Autopeças e Acessórios, que apresentaram baixa de 13% no contraponto a julho do ano anterior. Em 2008, o setor acumula queda de 18,5%. Essa posição não é propriamente uma novidade para as empresas do segmento que enfrentam problemas de concorrência com grandes redes, a venda de autos novos que reduz a necessidade de manutenção, o aumento da participação de mercado por parte das concessionárias e a entrada de peças chinesas.
A PCPV é apurada mensalmente pela Fecomercio com dados desde 2004 que são coletados junto a cerca de 600 estabelecimentos comerciais no Estado de São Paulo, com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões. A pesquisa tem como objetivo medir o desempenho das micro e pequenas empresas do comércio varejista em seus vários ramos de atividade.

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