Pequenas reduzem impactos, diz Sebrae

O Brasil possui um importante mecanismo para amenizar os efeitos da crise. Trata-se das mais de 7 milhões de micro e pequenas empresas, que correspondem a 99% do total de empresas do país

O Brasil possui um importante mecanismo para amenizar os efeitos da crise. Trata-se das mais de 7 milhões de micro e pequenas empresas, que correspondem a 99% do total de empresas do país. A afirmação foi feita no último dia 2 pelo presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, senador Adelmir Santana. Ele falou durante apresentação da sondagem ‘Ponto de Vista dos Pequenos Negócios’. O documento foi elaborado pelo Sebrae e divulgado na sede da instituição em Brasília.
O documenteo revelou a percepção de cerca de 3.000 empresários de todo o país sobre seus negócios no último quadrimestre de 2008 e as perspectivas para 2009. Dentre outras informações, o documento mostrou que embora as micro e pequenas empresas tenham sofrido com a crise financeira internacional, principalmente no último quadrimestre de 2008, a grande maioria mostrou otimismo para 2009.
De acordo com o documento, 62% dos empresários entrevistados esperam vender e faturar mais, 56% pretendem manter o quadro de funcionários e 35% afirmam querer aumentar as contratações com carteira assinada. A sondagem revelou também que 68% dos empresários entrevistados acreditam que haverá aumento do número de clientes e 49% devem aumentar o investimento no próprio negócio. “O otimismo faz parte da característica do empreendedor brasileiro”, afirmou o senador.
Para Adelmir Santana, com base no atual cenário econômico e no mercado interno brasileiro, é preciso valorizar os pequenos negócios. Segundo ele, esse reconhecimento passa por uma série de fatores, como a desburocratização, a legislação e a questão do acesso ao crédito. Sobre esse último aspecto, o senador afirmou que mesmo o governo tendo destinado recursos para os bancos, o dinheiro não está chegando até as pequenas empresas. “Não há um mecanismo para verificar se esses recursos estão ou não chegando na ponta”, disse.
O senador ressaltou o trabalho que o Sebrae vem fazendo para amenizar as dificuldades para os pequenos negócios. Um dos exemplos citados pelo senador foi a questão da formalização, impulsionada pela aprovação da Lei do Microempreendedor Individual e a busca pelo fortalecimento da questão creditícia.
O diretor-técnico do Sebrae, Luiz Carlos Barboza, afirmou que a sondagem faz parte de uma série de produtos que o Sebrae está desenvolvendo sobre o comportamento das micro e pequenas empresas. “O propósito desse trabalho é propor medidas ao governo e a outras instituições, para que sejam criadas ações que impactem nas pequenas empresas; e também para servirem de subsídio para que a instituição oriente esse segmento de empresas a tomar as melhores decisões”, explicou Luiz Carlos.

Acesso a crédito

Ainda sobre o aspecto financeiro, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, afirmou que no último quadrimestre de 2008, houve nos postos de atendimento do Sebrae, um aumento de 20% pela procura de informações sobre o acesso ao crédito.

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