15 de abril de 2021

Pequenas empresas paulistas têm o melhor resultado desde 2002

As MPEs (micro e pequenas empresas) paulistas têm todos os motivos para comemorar os resultados altamente favoráveis registrados pelo segmento no ano passado.

As MPEs (micro e pequenas empresas) paulistas têm todos os motivos para comemorar os resultados altamente favoráveis registrados pelo segmento no ano passado. Uma combinação de fatores possibilitou às MPEs do Estado registrarem em 2007 o maior nível de faturamento em cinco anos. Elas obtiveram, em média, um ganho de R$ 197.310, no ano.
A taxa de crescimento anual foi de 4,0%, em relação a 2006. Nos anos de 2004, 2005 e 2006, a variação anual do faturamento havia alternado resultados favoráveis e desfavoráveis, fechando respectivamente, em +4,3%, +2,9% e -3,5%. Com esses resultados, estima-se que a receita total do universo das MPEs paulistas em 2007 tenha sido de R$ 261,7 bilhões, o que representou um ganho de R$ 10,1 bilhões sobre 2006.
Esses resultados estão entre as principais conclusões do balanço anual da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada mensalmente junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas do comércio, indústria de transformação e prestadoras de serviços. O estudo traz resultados de cinco indicadores: faturamento real, nível de pessoal ocupado, gastos com salários, rendimento médio dos empregados e expectativas dos pequenos empresários.
“Em 2006, os juros elevados e a concorrência dos produtos importados haviam prejudicado o desempenho das pequenas empresas. Em compensação, em 2007, o cenário de inflação em baixa, queda de juros, recuperação da renda do trabalhador e o aumento das opções de crédito ao consumidor levaram à ampliação do consumo das famílias, possibilitando um cenário mais próspero ao mercado interno”, explicou Marco Aurélio Bedê, gerente do Observatório das Micro e Pequenas Empresas.
Para Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP, esses resultados confirmam a expectativa do início do ano passado. “Além das variáveis macroeconômicas terem contribuído para o bom desempenho em 2007, a aprovação da Lei Geral ajudou a criar um ambiente mais otimista para os pequenos negócios. E esse ambiente deverá ser ainda mais favorável em 2008, na medida em que vários itens da lei, como as compras governamentais e o maior acesso à tecnologia, sejam regulamentados nos estados e nos municípios. Assim, ainda que ocorra alguma desaceleração no cenário externo, nossa expectativa é de manter o ritmo de crescimento em, pelo menos, 4% em 2008”, afirmou Tortorella.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email