16 de abril de 2021

Pequenas empresas do AM podem aderir ao programa Brasil Mais

Este ano, as micros, pequenas e médias empresas que atuam no Amazonas passaram a contar com o programa Brasil Mais. A proposta do governo federal visa a modernização, ampliação e o aumento da produtividade ao segmento dos pequenos negócios.

O programa nacional Brasil Mais em 2020 rodou a partir de setembro como piloto em Sergipe, São Paulo, Tocantins, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a partir de novembro, nos demais 22 Estados da Unidade Federativa, somente agora, passa a atender o Amazonas. 

De acordo com o  analista técnico do Sebrae-AM, Marcus Lima, o programa só iniciou este ano, porque a metodologia teve que ser ajustada para a nova realidade trazida pela pandemia do Covid-19 e necessitava ser testada inicialmente em pelo menos um Estado para depois ser expandida para as demais UF de acordo com o planejamento em âmbito nacional feito por todos os parceiros que participam do programa.

O analista explica que o programa tem dois eixos de atendimento -Melhores Práticas Gerenciais, serão microempresas e empresas de pequeno porte dos setores de comércio e serviço que serão atendidas pelo Sebrae, a metodologia tem ciclos com duração de quatro meses de acompanhamento individual por um ALI (Agente Local de Inovação) do órgão para melhoria de aspectos gerenciais da empresa que envolve redução de custos e melhoria de processos para aumento da receita e da produtividade.

“O foco do atendimento está na gestão por indicadores e tem a opção de consultorias especializadas complementares. O atendimento básico com o ALI não tem custo para a empresa participante é 100% subsidiado pelo Sebrae”, explica ele. 

Caso opte por consultorias especializadas, a empresa paga 30% do custo da consultoria, com 70% subsidiado também pelo Sebrae. Em 2021 serão três ciclos iniciando em: março, julho e novembro. Em 2022 serão dois com início em março e julho.  De acordo com o programa, o Senai dará apoio a  indústrias de 11 a 499 funcionários. “Melhores Práticas Produtivas, serão micro, pequeno e médio porte para este número de funcionários e sem limite de faturamento”. 

A iniciativa surge como uma boa opção para empresas que sofreram impactos negativos da Pandemia do Coronavírus e precisam voltar a crescer ou até mesmo rever processos internos para melhoria de resultados. “Os nossos Agentes irão ajudar os empresários a fazer um diagnóstico da empresa e sugerir mudanças ou adoção de ferramentas ou tecnologias de baixo custo e alto impacto no negócio”, explica o analista do Sebrae-AM Marcus Lima ao frisar que a importância consiste em tornar as empresas mais competitivas por meio do aumento do faturamento bruto e na redução dos custos variáveis das empresas participantes do projeto.

As empresas elegíveis para participar do programa poderão contar com o Senai para promover a melhoria da qualificação de seus empregados com extensão para os desempregados do setor industrial em ocupações profissionais que apresentem grande valor agregado para os processos produtivos, com reflexo direto na melhoria da produtividade. Na linha de consultoria as empresas terão, à disposição, serviços de alta qualidade que já foram testados nos programas pilotos, garantindo, assim, uma melhor assertividade nos atendimentos.

O gerente de tecnologia e inovação do Senai-AM, Marcelo Aguiar explica que no  Amazonas o programa se desdobra em ações de educação profissional e serviços de

consultoria e inovação.

“Na linha de educação profissional serão ofertados cursos nas modalidades de qualificação profissional e aperfeiçoamento profissional por meio de cursos voltados aos segmentos tecnológicos instalados no Polo Industrial. Serão atendidas as empresas elegíveis com oferta de cursos para empregados diretos e para desempregados que solicitarem o atendimento. Na linha de consultoria, serão oferecidos os serviços de Mentoria Lean, Mentoria Digital e apoio à inovação”, detalhou. 

Segundo ele, os benefícios à frente do programa para as empresas na linha de educação profissional, estão melhorando a competitividade das empresas industriais por meio das capacitações oferecidas no âmbito do programa para empregados e desempregados. 

“Espera-se com isso a geração de um círculo virtuoso no que tange a mobilização e desenvolvimento de competências profissionais desenvolvidas na formação das pessoas, trazendo ganhos econômicos para empresas como um todo, além de potencializar ainda mais a mão de obra local”. 

Já na linha de consultoria, ele diz que a ideia é melhorar a produtividade das empresas por meio da redução de custos, de desperdícios e implementação de novas tecnologias que venham a tornar as empresas atendidas mais competitivas.

Coordenação e parcerias

O Programa é coordenado pela  Sepec (Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia) e realizado em parceria com a Abdi (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Sistema Sebrae e Senai.

No Amazonas alguns parceiros institucionais que aderiram ao projeto e estão apoiando na divulgação junto aos seus associados, são eles:  Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Abrasel-AM (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), CDL Jovem e  Abav-AM (Associação Brasileira de Agências de Viagens do Amazonas).

Para participar, o interessado pode acessar o link e garantir sua vaga  e clicar no ícone “melhores práticas gerenciais”. Informações 0800 570 0800. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de abril.

Metas

O programa Brasil Mais está prestando atendimento a 9.334 empresas em vários Estados do país. A meta era chegar a 7 mil empreendimentos até dezembro. O programa pretende atender cerca de 200 mil empresas até 2022. 

“Os números foram surpreendentes. Este é um programa de magnitude nunca antes feito no Brasil. Nossa expectativa é atender cerca de 70 mil empresas em 2021”, afirmou o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, coordenador do programa. Segundo o secretário, o Brasil Mais está atingindo o objetivo, mesmo neste período, que é o de “ajudar os pequenos negócios a alavancar produtividade por meio da melhoria das capacidades empresariais e digitais”.

Ao longo de quatro meses, os donos de microempresas e empresas de pequeno porte dos segmentos do comércio, serviço e indústria dos Estados de São Paulo (5.986), Sergipe (168), Mato Grosso do Sul (950), Santa Catarina (1.878) e Tocantins (240) estão recebendo acompanhamento técnico contínuo do Sebrae.

Foto/Destaque: Divulgação

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