Pelo menos 27% vão usar 13º para quitar as dívidas, aponta pesquisa

O 13º salário ainda é tido como importante aliado para movimentar a economia em um momento de recessão. Entretanto, há muita gente, que já deu destino certo para o benefício, quitar as dívidas. Ao menos 27% dos amazonenses pretendem gastar parte do dinheiro extra com pagamentos de dívidas. É o que confirma uma pesquisa divulgada pela CDL Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus). 

Na comparação com 2018, aumentou de 22,42% para 27% o percentual de trabalhadores que vão gastar ao menos parte do 13º salário com o pagamento de dívidas. 

O assessor econômico da Fecomércio-AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas) José Fernando, ressalta que a situação da alta do endividamento e da inadimplência do amazonense estão acima de 40% no Estado. 

Conforme o economista, os dados acompanhados pela entidade indicam um índice de endividamento muito alto. E a probabilidade é que a maior parte dessa fatia ingresse na economia amazonense em forma de equilíbrio financeiro. 

“No ano passado muitos consumidores priorizaram negociar taxas de juros e multas com as empresas para organizarem a situação financeira”, lembra o economista José Fernando. 

Para o presidente da CDL-AM, Ralph Assayag, o que reforça ainda mais esse diagnóstico, são os mutirões de renegociação de dívidas e os feirões. “Muitas empresas aproveitam   momento para facilitar a regularização de débitos e fazer algum tipo de negociação para que o consumidor fique se regularize. As lojas também estão oferecendo essa facilidade, inclusive de forma on-line”, afirmou.

Segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade),  87% dos brasileiros pretendem quitar as dívidas com o valor do 13° salário. Caso tenha mais de uma conta em atraso o ideal é começar o pagamento por aquelas que cobram os juros mais altos, como as dos cartões de crédito e as do cheque especial. Elas são as principais responsáveis pelas dívidas.

Para gastar o dinheiro de maneira inteligente, Carlos Terceiro, CEO e fundador do Mobills, aplicativo completo para gestão de finanças pessoais, explica que as finanças precisam estar organizadas. "Todo mundo quer comemorar as festas de final do ano, mas é importante se atentar ao comprar presentes e até mesmo programar uma viagem. É preciso se planejar e levar consideração a capacidade financeira apresentada no orçamento, uma vez que o início do ano exige o pagamento de várias despesas como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar", acrescenta.

Dados da pesquisa

Dos entrevistados que vão utilizar parte do recurso para as compras de Natal, 19,8% pretendem comprar itens de vestuário; 13,60% vão adquirir calçados; 11,8% pretendem gastar com alimentação; 6,4% reformas/materiais de construção; e 4,8% com a compra de presentes e brinquedos para crianças.

Neste fim de ano, o comportamento dos consumidores por classe social revela que a intenção de como pretendem gastar o décimo terceiro salário está distribuído em diversos produtos e serviços.

As classes B, C, D e E, segundo a amostra, vão optar por pagarem suas dívidas. 25,5% classe B; 30,1% classe C; 36,9% a E; e 42,3% classe E. Em segundo lugar, os consumidores estarão dispostos a comprar vestuário, B 21,6%; C 18,1%; D 20%; e E 16,8%. Seguindo de calçados, B 12,4%; C 12,7%; D 11,9%; e E 7,4%.

Dívidas em atraso 

O levantamento realizado pela CDL Manaus, revela ainda que apenas 10,9% não possuem nenhuma dívida; 32,7% devem menos de três parcelas de suas dívidas; 30,8% entre quatro e cinco; 13,5 devem entre seis a dez parcelas; 7,8% entre onze a quinze; e 4,3% devem mais de quinze parcelas.

Durante 2019, 64,8% dos entrevistados contraíram dívidas parceladas, enquanto 35,2% dos entrevistados estão sem dívidas.

No ano passado, 22,42% dos entrevistados disseram que utilizariam o recurso do 13º para pagar dívidas, 17,5% para comprar itens do vestuário, 10,95% para comprar calçados, 10,9% optaram por poupar e 9,24% responderam que utilizaram o recurso em alimentação.

Montante

Mais de 620 mil pessoas receberão o 13º salário, que equivale em média R$ 2.451 mil por cidadão, injetando assim, quase 2 bilhões de reais na economia. 

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