Peixe criado com ração pode ser viável

Criar pirarucu na Amazônia ainda é um desafio para produtores rurais de pequena e média propriedade, sobretudo nos quesitos melhores condições de manejo da espécie e principalmente viabilidade econômica. A avaliação é do engenheiro de pesca e gestor do ‘Projeto Estruturante do Pirarucu da Amazônia’, pelo Sebrae no Amazonas, Leocy Cutrim.
Para resolver estas questões, segundo Cutrim, o Sebrae Amazonas mantém uma Unidade de Observação de Engorda de Pirarucu, localizada no quilômetro 26 da rodovia AM -070, ramal Bela Vista, município de Iranduba (a aproximadamente 30 quilômetros de Manaus). No local, desde fevereiro deste ano, o Sebrae, com apoio de outras instituições e do proprietário, acompanha e monitora o desenvolvimento de 230 alevinos de pirarucu.
Segundo o gestor, eles tinham inicialmente 15 gramas e agora, cerca de 5 meses depois, cada unidade está com uma média de 1,6 quilos, segundo a última biometria ocorrida no dia 23 deste mês de agosto. O crescimento se deve ao uso de ração, um produto ainda pouco utilizado na criação desse tipo de peixe, segundo ressalta. “O desafio é mostrar que é possível criar pirarucu na Amazônia com ração e ter viabilidade econômica para os investidores e criadores”, destaca.
A iniciativa do Sebrae no Amazonas faz parte de um conjunto de ações previstas no projeto ‘Estruturante do Pirarucu na Amazônia’ que é mantido pelo Sistema Sebrae em toda a região Norte. Cada unidade do Sebrae em seu respectivo Estado mantém uma unidade de observação de engorda e o objetivo geral é elaborar um estudo amplo sobre a criação na Amazônia, mostrando as melhores práticas de manejo, busca de mercado e perspectivas do negócio em termos regional. “O projeto estruturante busca gerar conhecimento sobre um determinado ramo de negócios, proporcionando informações técnicas e comparáveis, para que os empresários tenham mais segurança e informação na hora de planejar um investimento”, esclareceu o gestor.
O produtor rural Orvaldir Bento da Silva, 66 anos, é o dono da propriedade onde funciona a Unidade de Observação e disse que houve uma primeira experiência em 2002, também com a participação do Sebrae, e os resultado foram positivos. “Comecei a criar pirarucu a partir de experiência com o Sebrae. Comecei com três represas e agora já são oito represas e três tanques”, revela. Ainda de acordo com o empresário, a expectativa de produção para este ano é de colocar no mercado cerca de 140 toneladas de pescado, entre pirarucu, matrinxã e tambaqui.

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