Pedofilia, muito mais que um crime genérico

O fácil acesso a informações e notícias dos dias de hoje passa a sensação de que os crimes de estupro contra crianças e adolescentes têm crescido. Só que esse crime sempre existiu. O que vem acontecendo nos últimos 10 anos é um maior número de denúncias de pessoas que vêm a público para contar sua história de abuso na infância.
A palavra “pedofilia” vem sendo usada de forma indiscriminada e existe uma errônea percepção de que os atos de um molestador de crianças ou pedófilo não são punidos até que haja a violência sexual contra uma criança ou um pré-púbere. Fora isso, engloba-se no termo, em muitos casos, o estupro de adolescentes ou a prostituição infanto-juvenil.
Existem várias formas de punir a pessoa que não somente tem o diagnóstico positivo de pedofilia, mas que exterioriza suas fantasias e impulsos sexuais com crianças. É fato que existem casos emque a pessoa não consegue se controlar e tenta manter contatos sexuais com crianças.
Há estudiosos, e não são poucos, para quem a pedofilia não é um ato de violência contra a criança, mas sim de uma doença, um transtorno mental. Transtorno este que faz com que seu portador tenha a predileção sexual por crianças e adolescentes, de um único gênero ou de ambos. E que por uma série de fatores internos e externos o indivíduo acaba por exteriorizar a sua fantasia, e nesse momento “nasce” o pedófilo criminoso ou ativo. A prática de produção e disponibilização de material pornográfico infantil acaba por reforçar a fantasia pedofílica. Não que esse seja o único fator “gatilho” para a prática. Algumas vezes o pedófilo pode passar por algum trauma ou situação de stress que acabe por desencadear os desejos pedofílicos.
Prisão ou tratamento? Tratamento químico (a castração) ou psiquiátrico? São questões que devem ser debatidas abertamente com a sociedade, sem sensacionalismos ou inquisição contra aqueles que precisam de ajuda. O que não se pode mais é fechar os olhos para tal problema, que afeta vários indivíduos e que, sem ajuda ou tratamento, acaba por vitimizar diversos meninos e meninas todos os anos.
É a isso, também, que a Comissão Parlmentar de Inquérito, a caminho na Assembleia Legislativa do Estado, precisa se preocupar.

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