PCE registra retração de 30% no faturamento

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Dificuldades do setor estão entre os motivos pela queda de 30% no faturamento da empresa nos últimos nove meses, mas expectativa é de recuperação

Apesar do investimento de R$ 16 milhões, a empresa PCE – Papel Caixas e Embalagens S.A, que atua há dez anos em Manaus, registrou diminuição de 30% no faturamento no intervalo de janeiro a setembro de 2007, ante aos mesmos meses do ano anterior. O índice foi considerado pelo gerente geral da fábrica, Hélio Uchôa, como o pior resultado desde 2003. A produção da fábrica apresentou decréscimo de 10% nos ­primeiros nove meses do ano, comparando a igual período de 2006.

A desaceleração da indústria de eletroeletrônicos e de telefonia móvel do PIM (Pólo Industrial de Manaus) foi apontada como um dos motivos que desencadearam a retração na receita da empresa. Na área de aparelhos celulares, Hélio Uchôa citou a transferência de parte da linha de produção da Nokia para o México e a queda na produção da Benq-Siemens e da Gradiente, que estão entre os clientes diretos e indiretos da PCE. “A Nokia possuía um potencial fabuloso pautado na exportação para os Estados Unidos. Mas, agora sua produção de Manaus é voltada apenas para o mercado nacional”, explicou.

Negócios tímidos

Já o segmento eletroeletrônico acumulou um super estoque no segundo semestre do ano passado. De acordo com o gerente geral da PCE, as empresas tiveram dificuldades na vendas, o que provocou a depreciação dos preços. As consequências foram sentidas pela indústria em 2007 com a diminuição de 50% dos planos de negócios de grandes corporações como Sony, Panasonic, Gradiente, Philips, LG e Samsung.

Na dúvida, consumidor compra menos

Outro problema identificado pelo dirigente foi a mudança na tecnologia dos televisores. Além da substituição do aparelho convencional de tubo de imagem por TVs de plasma e LCD (cristal líquido), há ainda a transferência do sistema de transmissão analógico para o digital. “A nova tecnologia trouxe dúvidas para o consumidor, gerando um freio na aquisição destes produtos e consequentemente a queda nas vendas”, disse Hélio Uchôa.

Embora a empresa tenha sofrido retração nos negócios, a projeção do executivo é obter acréscimo de 5% na produção deste ano em comparação ao ano passado, recuperando o índice de fabricação com as vendas neste último trimestre. A expectativa é melhorar o índice de produção com o amadurecimento do sistema digital em 2009 e a ocorrência da Copa do Mundo em 2010.

O gerente geral explicou que a retração não foi maior porque a empresa fechou novos negócios com indústrias de fora do Estado. A PCE passou a vender seus produtos para os setores alimentício, avicultura, movelaria, cerâmica, hortifruti e frigoríficos, mas manteve a comercialização de embalagens para televisores, aparelhos de DVD, bicicleta e aparelhos de som. A fábrica vende para Rondônia, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

A indústria é a líder do segmento em Manaus com mais de 50% de participação no mercado. A fábrica tem três grandes concorrentes: Sozel, Rigesa e Orsa. Conforme Hélio Uchôa, a diferença entre a fábrica e a concorrência é basicamente o modelo de negócio. “A Sozel fabrica apenas o papel miolo. Já a Rigesa e a Orsa fazem a conversão de caixas e chapas, mas compram o papel kraft da região Sudeste, o que encarece o produto por conta do frete”, assegurou.
A PCE produz papéis kraft, branco e miolo e realiza a conversão para bobinas, chapas de papelão e caixas, desenvolvendo o sistema completo. Atualmente, a empresa gera 500 empregos diretos e mil indiretos.

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