PC popular e lan houses ­ajudam na inclusão digital, aponta pesquisa

O perfil do usuário médio de internet no Brasil mudou. A partir de 2007, impulsionado pelo programa Computador para Todos e pela explosão das lan houses no mercado brasileiro, o internauta médio mudou, ficou entre as classes mais baixas, com idade até os 30 anos e em regiões afastadas do eixo Rio/São Paulo.
A conclusão permeia a pesquisa TIC Domicílios 2007, divulgada pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil. O estudo contou com consulta a 17 mil domicílios no país.
A popularização de PCs, que chegaram às classes C e D por meio da isenção dos impostos PIS/Cofins e pelo crédito oferecido pelo governo dentro do Computador para Todos, teve reflexo direto na taxa de brasileiros que já usaram um micro na vida, que chegou a 53% em 2007. Pela primeira vez, o índice ficou à frente do relativo aos brasileiros que nunca usaram PC, que caiu de 54% em 2006 para 40% no ano passado.
Ainda que tenha experimentado aumento de oito pontos percentuais, a relação de brasileiros que já usaram a internet (41%) ainda fica atrás daqueles que nunca tiveram acesso (59%), o que, para Rogério Santanna, secretário de logística e TI do Ministério do Planejamento, indica a relação que os dados do TIC 2007 têm entre acesso a PCs e internet no Brasil com educação e renda.

Opção
incentiva

O principal indicativo da relação aparece na ascensão das lan houses, classificadas como centros de acesso públicos pago pelo NIC.br, como principal ponto de acesso à internet no Brasil, com 49% de participação entre os entrevistados, passando conexões domésticas (40%), no trabalho (24%) ou na escola (15%), todos praticamente estáveis em relação a 2006.
Enquanto os três últimos tipos de acesso à internet se mantiveram estáveis, o uso da lan houses como ponto de conexão subiu 19 pontos percentuais em relação ao ano anterior, potencializado por um perfil novo de internauta no Brasil, apontou a gerente do Cetic.br (Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e da Comunicação), Mariana Balboni.
Enquanto nas pesquisas anteriores eram as classes A e B as responsáveis pelo crescimento geral no acesso à internet, 2007 se caracterizou pela dominação de públicos mais pobres e jovens no Norte e Nordeste do país.

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