7 de maio de 2021

Pazuello vem a Manaus tratar do plano de vacinação no Estado

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vem a Manaus na próxima segunda-feira (11) para tratar do plano de vacinação contra a Covid-19 no Estado. Ontem, o ministério confirmou o envio de mais equipamentos para o enfrentamento da doença no Amazonas que nos últimos dias chegou à pior fase da crise sanitária, tão grave ou mais devastadora ainda da registrada no primeiro trimestre de 2020.

As informações são do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSL), que nessa quarta-feira (06) esteve numa audiência com Eduardo Pazzuelo em Brasília. Segundo Lima, o ministro confirmou que serão enviados monitores e mais 78 respiradores para a rede pública de saúde do Estado.  

Os novos aparelhos devem chegar em 48 horas à capital. Na reunião com o ministro, o governador disse que a situação no Amazonas é muito grave. A doença se disseminou e já se admite a ocorrência de uma possível segunda onda da pandemia, segundo avaliam especialistas.

“Hoje o Estado do Amazonas enfrenta um problema muito grave por conta da pandemia. Nós estamos chegando ao nosso limite, e aqui hoje (ontem) venho fazer um apelo ao ministro para que a gente continue recebendo suporte de equipamentos como respiradores, monitores. Hoje estão chegando mais respiradores e, nas próximas 48 horas, mais um quantitativo de monitores está chegando à região”, ressaltou o governador Wilson Lima.

O governo federal já forneceu 158 monitores e 178 respiradores para o Amazonas. E ainda medicamentos para o tratamento de pacientes de Covid-19. Durante o encontro com o ministro Eduardo Pazuello, o governador Wilson Lima tratou sobre o plano de imunização da vacina contra o novo coronavírus.

“Na segunda-feira, o ministro desembarca com sua equipe no Estado para discutir o cenário da Covid, apresentar uma alternativa de ampliação, inclusive usando as estruturas que nós temos, como o Hospital Getúlio Vargas”, salienotu o governador.

Segundo Wilson Lima, o plano de vacinação do Ministério da Saúde vai levar em consideração as dimensões geográficas do Amazonas, onde existem localidades de difícil acesso. “Talvez seja o Estado mais complexo no que diz respeito à logística, sobretudo, para fazer com que a vacinação chegue aos indígenas”, ressaltou o governador.

O ministro Eduardo Pazuello anunciou que, em Manaus, avaliará também com o governador e as lideranças do sistema de saúde  a oferta de recursos humanos para rede de atendimento público.

“Estamos trabalhando para fazer a imunização de todos os brasileiros, principalmente em áreas onde a situação é extremamente grave. É preciso dar uma resposta rápidas às demandas da população. Manaus está novamente passando por um momento de aperto”, disse o ministro.

Condições climáticas

Pazuello avaliou que o clima nesta época de estação chuvosa favorece a disseminação do novo coronavírus no Amazonas. “Com certeza, dentre os motivos, as chuvas pesam muito nesse momento”, acrescentou. “Estamos levando para Manaus tudo o que é necessário para o enfrentamento à Covid-19, principalmente recursos humanos para viabilizar a abertura de novos leitos”, acrescentou  o ministro.

De acordo com o Wilson Lima, o governo do Estado tem avançado com o Plano de Contingência, que resultou na ampliação e reordenamento da rede de saúde no enfrentamento à Covid-19. O Amazonas saiu de 457 leitos para 1.070, um aumento de 134%. Desses, 260 são leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No ano passado, foram destinados, aos 61 municípios, 875 leitos clínicos para atendimento de Covid-19. O Amazonas quase triplicou a quantidade de Unidades de Cuidados Intermediários (UCI) no interior, saindo de 49 para 203 leitos em 33 municípios. Desses, 143 para pacientes Covid-19.

O Boletim Diário de Covid-19 da FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) de terça-feira (05/01) registrou 1.928 novos casos de Covid-19, totalizando 204.900 casos da doença no Estado. Ainda de acordo o boletim, foram confirmados 46 óbitos por Covid-19, sendo 30 ocorridos na segunda-feira (04/01) e 16 encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial, elevando para 5.414 o total de mortes.

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