PayPal mira na moeda digital

Em quase vinte anos de carreira, Paula Paschoal se acostumou a desafiar as estatísticas. À frente da operação brasileira do PayPal, ela se tornou uma das principais vozes e exemplos a contrapor o pouco espaço reservado às mulheres em cargos de liderança.

Assim como a executiva, a companhia americana é uma referência. Fundada em 1998, a empresa é considerada a primeira fintech do mundo e abriu caminhos quando os pagamentos online ainda engatinhavam no mercado.

Hoje, no entanto, diferentemente da questão da equidade entre mulheres e homens no mercado, os pagamentos digitais são uma realidade, especialmente sob o impulso sem precedentes gerado pela Covid-19. Como pioneiro no segmento, o PayPal foi um dos grandes beneficiados por esse contexto.

“Nós completamos, em 2020, o ano mais forte da nossa história”, diz Paula, em entrevista ao Conexão CEO (vídeo completo acima). “Temos 377 milhões de contas ativas no mundo, 5,5 milhões no Brasil e estamos prontos para construir números tão bons como tivemos no ano passado.”

Outros indicadores ajudam a reforçar o bom momento vivido pelo PayPal. A companhia viu suas ações acumularem uma valorização de mais de 200% desde o início da pandemia e seu valor de mercado saltar de US$ 112 bilhões para US$ 307 bilhões.

Apesar desse desempenho, a empresa não está acomodada e vem buscando evoluir seu portfólio para enfrentar a concorrência crescente e se adaptar a tendências mais recentes do mercado.

A aceitação de pagamentos via criptomoedas na plataforma e os rumores sobre o lançamento de sua própria moeda digital são alguns dos exemplos dessa movimentação.

“Esse é um tema ainda restrito ao mercado americano”, diz Paula. “Mas é uma questão de tempo para que as grandes instituições financeiras adotem as criptomoedas e é nessa direção que estamos seguindo.”

O mercado brasileiro também ilustra os desafios à frente da operação, a partir de novidades como o PIX e o Open Banking, que prometem acelerar ainda mais as mudanças no segmento.

“Não é só a concorrência que tem nos obrigado a nos reinventarmos cada vez mais rápido”, afirma Paula. “Mas também a agenda do Banco Central, que tem tido uma atuação muito voltada à inovação e à competição.”

No programa, Paula fala ainda de iniciativas recentes do PayPal no Brasil, como o lançamento da oferta de crédito para empresas e da função de débito para pagamentos por meio da plataforma. Além da tendência de um mundo cada vez mais cashless e, claro, de diversidade.

Foto/Destaque: Divulgação

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