Parintins dos bois bumbás e “coronéis” de barranco

A Ilha Tupinambarana, que deu origem à cidade de Parintins, pelas mãos e inteligência de seu povo, transformou-se em sede de uma das mais importantes manifestações folclóricas do mundo –os bois bumbas Garantido e Caprichoso

A Ilha Tupinambarana, que deu origem à cidade de Parintins, pelas mãos e inteligência de seu povo, transformou-se em sede de uma das mais importantes manifestações folclóricas do mundo –os bois bumbas Garantido e Caprichoso. A Parintins dos Parintintins exporta técnicas exclusivas de seus artesãos. Tudo ali tem sido motivo de orgulho para seu povo, para o Amazonas e, porque não, para o Brasil.
Na contramão desse caminho trilhado pela população ordeira, existe o outro lado, como em todos os lugares. Trata-se de uma minoria, que está fazendo da cidade um ambiente no qual os próprios agentes públicos que, por força do ofício, teriam que estar agindo em defesa do cumprimento das leis e acatadando o que preceitua a Constituição Federal, estão se utilizando das suas funções públicas para defender, da forma mais vil e inescrupulosa, interesses únicos e tão somente pessoais politiqueiros.
É como se tivéssemos retroagido aos tempos dos coronéis de barranco, quando prevalecia o poder e não a razão e o direito. Esta é a realidade instalada na sede do município de Parintins, no âmbito do exercício e organização dos profissionais pescadores artesanais. “Os Coronéis” –agentes públicos– de Parintins instalaram um verdadeiro clima de guerra entre a comunidade pesqueira artesanal local. As investidas dos agentes públicos a fim de tomar de assalto a organização sindical da categoria representada pela Colônia de Pescadores Z-17 afrontam as leis que proíbem a interferência oficial nas organizações sindicais quando não solicitada.
A impressão que se dá quando os agentes públicos invertem os papéis para os quais são remunerados pela sociedade para executar é que em Parintins se instalou a desordem jurídica, ao contrário da observância ao que determina a Ordem Jurídica Brasileira, aquela que disciplina a conduta dos agentes públicos, fazendo com que eles não tenham, pura e simplesmente, direitos, mas que tenham também deveres de forma que, ao deixar de cumprir sua função para praticar invasão de ­competência, sejam severamente punidos.
Hoje, nós compreendemos ainda melhor porque foi feito um movimento danado contra a proposta de criação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O estado de coisas que estão ocorrendo em Parintins, patrocinados por condutas não compatíveis com as funções de vários de seus agentes públicos também nos faz compreender as razões que justificam as ações de correções em nosso no judiciário que estão em curso por parte do CNJ.
É extremamente lamentável, para o povo parintinense e para todos os mazonenses, notadamente para os agentes públicos exemplares, estarmos assistindo a quadros tão deprimentes de exacerbação no uso do poder contra honrados profissionais, que no seu dia-a-dia produzem o nosso principal alimento.

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